segunda-feira, 21 de outubro de 2013

95% dos homicídios em Teresina têm ligação com o tráfico de drogas

95% dos homicídios em Teresina têm ligação com o tráfico de drogas

Delegacia de Homicídios revela também ter dificuldade para resolver casos.
Maioria das mortes são registradas na Zona Sul da capital
G1
  A disputa pelo controle do tráfico de drogas tem gerado uma série de homicídios entre os integrantes de grupos rivais na Zona Sul de Teresina.
Segundo a Polícia Civil, 95% das mortes registradas na capital têm ligação com entorpecentes, mas em outros casos as vítimas são inocentes e não têm nenhuma relação com a criminalidade.
No bairro Promorar, Zona Sul de Teresina, moradores reclamam da insegurança. O industriário José Dantas conta que quase levou um tiro ao escapar de um conflito entre bandidos próximo à casa de familiares, enquanto o seu primo foi atingido no pé.
"A minha revolta é grande, pois não é pelo fato dos criminosos estarem próximos, que nós temos envolvimento com eles. Os bandidos chegam de forma para acabar com outro e quem estiver por perto", denuncia.
Na Vila Irmã Dulce, também na Zona Sul, três mortes foram registradas nos últimos cinco dias. Dados da polícia mostram que só no primeiro semestre deste ano foram 32 homicídios, sendo 18 somente no Promorar.
Para a Delegacia de Homicídios, a falta de informação dificulta a trabalho da polícia e espera que até sexta-feira (18) seja criada uma linha direta para incentivar a comunidade a fazer a denúncia.
"A polícia vive de informações, mas ali existe a sensação de insegurança e impunidade, porque os populares vêem indivíduo preso e solto. Isto cria um ciclo vicioso, onde as pessoas ficam com medo de falar", destacou o delegado de homicídios, Francisco das Chagas Bareta.

Já a Polícia Militar não acredita que os casos tenham relação com uma lista de criminosos marcados para morrer. "Acreditamos que existam grupos rivais, que o tráfico encontra-se presente nestes homicídios, mas isto é por conta de dívidas entre eles", ressalta o tenente Sá Júnior.

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