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quarta-feira, 28 de maio de 2014
terça-feira, 20 de maio de 2014
Proposta de uso medicinal da maconha será entregue à Anvisa
Proposta de uso medicinal da maconha
será entregue à Anvisa
Por
Revista Forum maio 20, 2014 11:41
Texto tem como inspiração o modelo norte-americano; no Brasil três
projetos de regulamentação do uso da cannabis tramitam no Congresso Nacional
Por Redação
Os ativistas em prol
da regulamentação da maconha no Brasil André Kiepper e Renato Malcher vão
entregar, hoje (20), à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) uma
proposta de uso médico da maconha com base em um projeto norte-americano. A
proposta será entregue após a realização de audiência pública para discutir a
descriminalização do porte de entorpecentes para consumo pessoal na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
O texto tem como inspiração o Compassionate Care Act,
que ainda está em análise pelo parlamento de Nova Iorque e deve ser votado
ainda esta semana, já que o estado não permite nenhum tipo de uso da cannabis.
De acordo com recente pesquisa realizada pelo instituto Siena, 82% dos cidadãos
nova-iorquinos apoiam o uso medicinal da maconha. Nos Estados Unidos, cerca de
20 estados já permitem o uso medicinal e alguns também o uso recreativo.
A proposta brasileira
a ser entregue à presidência da Anvisa atenta para o fato de que “pacientes
devem ser diagnosticados por médico ou enfermeiro e devem possuir doenças as
quais a cannabis pode ser uma forma benéfica de tratamento”; “os médicos que
recomendarem o uso medicinal da maconha devem informar todos os dados dos
pacientes para o Departamento de Saúde que será o órgão para emissão de
permissões, cartões de identidade de pacientes e de controle do programa”;
“quem poderá fornecer o medicamento: farmácias, hospitais, ONGs e também
empresas privadas”.
Atualmente o Congresso Nacional debate três propostas em torno da
regulamentação da maconha: duas tramitam na Câmara dos Deputados federais,
sendo que uma é de autoria do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) e a outra
do deputado Eurico Junior (PV-RJ). O Senado debate a proposta a partir de uma demanda
surgida no portal E-Cidadania que foi aceita pela Comissão de Direitos Humanos
(CDH) e ganhou relatoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Em recente entrevista à Fórum, o vereador Renato Cinco
(PSOL-RJ), atentou para o fato de que se “a bancada fundamentalista aumentar o
Brasil não vai legalizar a maconha”.
sábado, 17 de maio de 2014
Ansiedade e depressão em SP é igual a de país em guerra
Índice de transtorno de ansiedade e
depressão em SP é igual a de país em guerra
Por Maria Fernanda Ziegler | 16/05/2014 08:00
19,9% da população da região metropolitana de São Paulo têm transtorno de ansiedade e depressão atinge 11%, diz estudo
A região metropolitana de São Paulo tem índices de depressão e transtornos de ansiedade semelhantes ao de áreas de guerra como o Líbano e a Síria. Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP e que integra uma base de dados internacional identificou que 19,9% da população sofre de algum transtorno de ansiedade. Já em relação à depressão, os dados mostram que ela atinge 2,2 milhões, ou 11% dos 20 milhões de pessoas que moram na grande São Paulo.
“É preocupante. É uma cidade muito estressada, muito
violenta. Acreditamos que o nível de violência tenha relação a ansiedade e a
depressão”, disse.Wang Yuan Pang, pesquisador do Instituto de Psiquiatria do
Hospital das Clínicas de São Paulo e coordenador da pesquisa São Paulo
Megacity, que integra um estudo da Organização Mundial da Saúde realizado
concomitantemente em vários países.
Wang afirma que 54% dos entrevistados relataram
ter vivido pelo menos um evento violento traumatizante, que pode ir desde ser
vítima de um assalto, a presenciar a morte de alguém, ou tentativa de homicídio
ou sofrer estupro.
Além do alto índice, outra preocupação dos
pesquisadores é o fato de não haver serviço suficiente para atender a demanda. “A
gente não tem pessoal suficiente para atender esta população” disse. No estudo,
os problemas de saúde mental foram divididos em três níveis de acordo com a
gravidade. Apenas um terço destes 10% de pessoas na categoria grave - aqueles
que tentaram suicídio, apresentaram transtorno bipolar, ou são dependentes
químicos com sinais fisiológicos - de fato receberam tratamento.
A taxa de depressão está entre as maiores do
mundo. Países da África, menos desenvolvidos que a região metropolitana de São
Paulo, têm índices de depressão de 4%, 6%, de acordo com Wang. Mas são os casos
mais sérios de transtornos de ansiedade que deixaram os pesquisadores
alarmados, aqueles que englobam casos como fobias e até síndrome do pânico. Só a síndrome do pânico, um grave transtorno de
ansiedade, atinge 1,1% da população, ou 220 mil pessoas só na região
metropolitana de São Paulo. De acordo com Wang, no entanto, ela é mais
percebida do que a depressão, por exemplo, porque é mais difícil de esconder.
“Ela é extremamente incapacitante. O indivíduo não consegue sair de casa, pegar
o metrô cheio."
O estudo também mapeou os locais onde há mais casos
de ansiedade e depressão. Percebeu-se que as áreas periféricas, onde há menos
segurança e saneamento - as chamadas áreas de privação social - , são
justamente aquelas com menos casos de depressão e transtornos de ansiedade.
“Não quer dizer que as pessoas são mais felizes, não é isso. O que acontece é
que nessas áreas periféricas há um alto número de migrantes, que se mudam para
São Paulo para trabalhar. Quem não está saudável, com boa saúde mental, não agüenta
e volta. Nessas áreas os problemas são outros: há muitos casos de alcoolismo e
uso de drogas.”
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Anvisa libera "Maconha" como medicamento no Brasil
Agora é oficial: Anvisa vai liberar a prescrição de
CBD
Super Interessante: Tarso Araujo - 15 de maio de 2014

Luiz Klassmann, representante da Anvisa no 4º Simpósio Internacional da Cannabis Medicinal anunciou hoje, na abertura do evento, que a área técnica da agência aprovou a reclassificação do canabidiol no Brasil. O estudo propõe a retirada da substância da lista F1, de drogas proscritas, para a lista C1, que permite a prescrição por médicos com receita normal, em duas vias. Para a medida entrar em vigor, ela ainda depende da aprovação da diretoria colegiada da Anvisa. Klassmann estima que isso aconteça até o final de junho. Se isso realmente acontecer, o canabidiol será o primeiro derivado da Cannabis sativa a ter seu potencial terapêutico reconhecido no país.
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