segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Violência doméstica e disturbios mentais podem ter relação

Violência doméstica pode estar relacionada a distúrbios mentais

Uma pesquisa britânica mostrou que a violência doméstica aumenta as chances da vítima apresentar diferentes tipos de doenças mentais
Uma pesquisa britânica mostrou que a violência doméstica aumenta as chances da vítima apresentar diferentes tipos de doenças mentais
O estudo mostrou que mulheres que sofrem de Estresse Pós-Traumático têm sete vezes mais chances de terem sido vítimas de violência doméstica (Thinkstock)
Uma pesquisa da Universidade King’s College de Londres mostrou que pessoas com distúrbios mentais têm chances maiores de ter vivido experiências de violência doméstica, em comparação à população em geral. O estudo, publicado nesta quarta-feira no periódico Plos One, é uma revisão de 41 estudos sobre o assunto realizados em diversas partes do mundo.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original:  Experiences of domestic violence and mental disorders: a systematic review and meta-analysis

Onde foi divulgada: periódico Plos One

Quem fez: Kylee Trevillion, Siaˆn Oram, Gene Feder e Louise M. Howard

Instituição: Universidade King’s College de Londres

Resultado: Os resultados mostraram que mulheres com distúrbios depressivos têm chance cerca de duas vezes e meia maior de terem sofrido violência doméstica na vida adulta. Para mulheres com distúrbios de ansiedade, a chance é três vezes e meia maior e para Transtorno do Estresse Pós-Traumático, a prevalência aumentou em cerca de sete vezes. 
Os resultados mostraram que mulheres com distúrbios depressivos têm uma chance cerca de duas vezes e meia maior de terem sofrido violência doméstica na vida adulta. Para mulheres com distúrbios de ansiedade, a chance é três vezes e meia maior e para Transtorno do Estresse Pós-Traumático, a prevalência aumentou em cerca de sete vezes.
O risco de ter sofrido violência doméstica também é maior em mulheres com outras doenças relacionadas à saúde mental, como Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), transtornos alimentares e outros distúrbios mentais comuns, como esquizofrenia e transtorno bipolar.
O estudo também encontrou relação entre homens com distúrbios mentais e o risco mais elevado de violência doméstica, mas a prevalência desse tipo de agressão é considerada mais alta e mais intensa em mulheres.
Possibilidades — A conclusão do estudo, porém, não é uma relação de causa e consequência. "Nesse estudo, nós descobrimos que tanto homens quanto mulheres com problemas de saúde mental apresentam um risco maior de sofrer violência doméstica. Evidências sugerem que duas coisas estão ocorrendo: a violência doméstica pode fazer com que as vítimas desenvolvam problemas de saúde mental, e pessoas com problemas de saúde mental são mais propensas a sofrer violência doméstica", afirma Louise Howard, um dos autores do estudo. Para ele, esses dados são importantes para que os profissionais da área de saúde mental fiquem atentos à possibilidade de seus pacientes serem vítimas de violência doméstica.
No Brasil, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2009, quatro em cada dez mulheres (43%) já foram vítimas de violência doméstica. Entre os homens, esse porcentual é de 12,3%.



Drogas afetam vida sexual do homem


Drogas e bebida podem afetar vida sexual do homem por anos

Ao invés de semanas, os efeitos de drogas e álcool na vida sexual do homem demoram anos para sumir

Não é novidade que o uso de drogas e uso abusivo de álcool interferem na performance sexual do homem. No entanto, ao contrário do que se pensava, os efeitos não duram algumas semanas, e sim anos. As informações são do Daily Mail.

Em um estudo da Universidade de Granada, na Espanha, e da Santo Tomas University, na Colômbia, publicado no Journal of Sexual Medicine, foram analizados 906 homens. Deles, 550 foram diganosticados com certo grau de vício ao álcool, cocaína, heroína, maconha, speedball uo uma combinação dos fatores. Mas nenhum era dependente na época em que o estudo foi realizado.

Os outros 356 participantes nunca haviam experimentado drogas ou bebido muito.

Foram avaliadas quatro áreas da vida sexual: desejo, satisfação, ereção e orgasmo.

Efeitos
Os usuários de drogas tiveram performance moderada a ruim, em comparação a quem nunca havia usado nada.

Usuários de cocaína têm desejo alto durante o pico de atuação da droga. Usuários de speedball têm mais prazer, mas um desejo menor.

A cocaína, por sua vez, atrasa ou inibe a ejaculação.

Além disso, foi observado que os efeitos do álcool e das drogas levaram anos para pararem de fazer efeito.


Usuários de cocaína imunes ao vício tem cérebro diferente

Usuários de cocaína imunes ao vício têm anatomia do cérebro diferente

Quem consegue usar apenas por recreação tem lobo frontal avantajado; dependentes têm perda de massa cinzenta
Cocaína: pessoas imunes à dependência têm anatomia cerebral diferente, informa pesquisa de Cambridge Agência O Globo


RIO- Pessoas que consomem cocaína por vários anos sem se tornarem viciadas têm uma anatomia cerebral diferente daquelas que desenvolveram dependência, afirmam pesquisadores. Um novo artigo científico, publicado pela Universidade de Cambridge, descobriu que usuários recreativos que não desenvolveram o vício têm o lobo frontal do cérebro maior.
A parte do cérebro em questão é responsável pelo autocontrole de comportamento, conforme diz a pesquisa, publicada na “Biological Psychiatry”. Para o estudo, liderado por Karen Ersche, indivíduos que usaram cocaína regularmente passaram por um escaneamento cerebral e uma série de testes de comportamento. A maioria dos usuários pesquisados era viciada.
Os pesquisadores descobriram que a região do lobo frontal, conhecido por estar envolvido nas tomadas de decisão e autocontrole, estava “anormalmente maior” nos usuários apenas por recreação. Os cientistas de Cambridge sugerem que esse crescimento anormal na massa cinzenta — o qual acreditam ter ocorrido antes do consumo da droga — pode refletir da resiliência aos efeitos da cocaína, inclusive ajudando os usuários recreativos a controlarem o uso e minimizar os riscos de ficar viciados.
Os cientistas descobriram também que a mesma região cerebral estava significativamente reduzida em pessoas dependentes da droga, confirmando pesquisas anteriores que encontraram resultados semelhantes. Os especialistas acreditam que, pelo menos em alguns casos, a perda de massa cinzenta ocorreu por causa do uso do entorpecente.
De acordo com Ersche, do Instituto de Neurociência clínica e Comportamental da universidade, no caso dos usuários que não são viciados, o nível educacional mais elevado, histórico familiar menos problemático e início do hábito depois da puberdade podem ter influência na imunidade ao vício.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/usuarios-de-cocaina-imunes-ao-vicio-tem-anatomia-do-cerebro-diferente-7326290#ixzz2IPwcdQMg

Reciclagem : bitucas de Cigarro viram plástico

Programa de reciclagem transforma bitucas de cigarro em plástico


AFP -Trenton
  Sentado em seu escritório em Trenton, em Nova Jersey, na costa leste dos Estados Unidos, Tom Szaky é o bem sucedido jovem presidente de uma empresa que lançou o primeiro programa de reciclagem de pontas de cigarro exportado ao mundo.
Segundo Szaky, os cigarros são a principal fonte de resíduos do mundo e respondem por 37% de tudo o que as pessoas jogam fora. Como o jovem empresário adora desafios, encontrar uma solução para reciclar esse descarte era um dos seus três grandes objetivos de 2012, junto com o das gomas de mascar e o das fraldas usadas. O programa de coleta de gomas de mascar será lançado no Brasil e o de fraldas usadas, nos Estados Unidos, explicou.
Lançado em maio no Canadá, o programa de reciclagem de pontas de cigarro da sua empresa TerraCycle garante a coleta do material descartado e a transformação das bitucas em plástico. O material, depois, pode ser usado em novos produtos, como cinzeiros. O programa também já foi levado para os Estados Unidos e a Espanha.
O princípio é o mesmo e independente do país: os voluntários, que podem ser pessoas, empresas, organizações de defesa do meio ambiente, coletam as pontas de cigarro e as enviam à sede nacional da TerraCycle, que paga pelo custo do pacote. As cinzas são esterilizadas e dissecadas, misturando o papel e o tabaco, enquanto o acetato de celulose, material plástico usado no filtro, é fundido e reciclado. 
O programa é pago pela indústria do tabaco, de acordo com Szaky. Ele afirma que s empresas do setor ficam satisfeitas em demonstrar uma boa ação perante a opinião pública, e os voluntários recebem pontos para financiar projetos em escolas ou associações de caridade.
A reciclagem de pontas de cigarro não é a primeira operação lançada pelo TerraCycle, uma empresa que há dez anos se especializou em reciclagem e na "transreciclagem" (transformação de um produto reciclado em algo novo e de valor superior) de sessenta maços diferentes.
Entre eles estão embalagens de sucos de fruta, garrafas plásticas, canetas, copos de café, papéis de bombons e escovas de dentes. O sucesso da empresa tem superado as expectativas.
"Recuperamos muito rápido mais de um milhão de cigarros. Organizações formidáveis têm garantido a coleta, e a indústria do tabaco mostrou tanto entusiasmo que lançou o programa nos Estados Unidos e na Europa", comemorou Szaky.
"Nos próximos quatro meses, o programa será lançado na França, na Alemanha, na Suíça, na Áustria, na Noruega, na Dinamarca, na Suécia, na Finlândia e talvez no México", afirmou o jovem nascido há 30 anos na Hungria e criado no Canadá.
Tom Szaky, cuja empresa emprega uma centena de pessoas no mundo, disse que quer chegar em 2013 a novos países da América Latina e do leste europeu. "Quero resolver todos os problemas de resíduos que existem, começando pelos produtos que se pensa que não podem ser reciclados", afirmou.

Internação: Instituto Bezerra de Menezes ganha leitos pelo SUS


Tratamento de dependentes químicos


Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania - CONED

O Instituto Bezerra de Menezes, em Espírito Santo do Pinhal, interior paulista, ganhou 104 leitos exclusivos para tratamento gratuito de dependentes de álcool e drogas. As vagas são oferecidas e custeadas integralmente pelo Governo do Estado, que investirá R$ 1,45 milhão anual.
Agora, São Paulo passa a contar com 691 leitos específicos, em clínicas próprias ou serviços contratados, para dependentes químicos. No último ano, a rede estadual de vagas de internação especializada em dependência química cresceu 43%. Até o final de 2014, o Estado deverá contar com 1,3 mil leitos gratuitos em novos serviços a serem criados pela Secretaria da Saúde. No tratamento da saúde mental, há casos que exigem apenas atendimento ambulatorial e outros, mais graves, que demandam internação em comunidade terapêutica ou hospitais.
Dos novos leitos em Espírito Santo do Pinhal, 12 destinam-se ao público feminino e os outros 92, a dependentes químicos do sexo masculino. Os pacientes são atendidos em grupos semanais por equipes multiprofissionais, compostas por assistente social, psicólogo, terapeuta ocupacional, enfermeira e psiquiatra. A unidade também conta com grupos operativos, psicoeducacional e de atendimento familiar.
Assistência especializada – Além de tratamento medicamentoso, os internos participam de atividades físicas diárias – musculação, aeróbica, alongamento, aulas práticas na quadra de esportes e festivais esportivos. Nas oficinas terapêuticas, os pacientes podem desenvolver atividades conforme suas compreensões e habilidades (trabalho em madeira ou materiais recicláveis, mosaico, pintura, cordas, crochê, costura, bordado e pinturas em tecidos). O instituto mantém vínculo com o Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas da região, para acompanhamento ambulatorial previamente agendado após a alta.
A pasta da Saúde informa que a ampliação da rede de atendimento aos dependentes químicos é fundamental para garantir assistência especializada e multiprofissional a esses pacientes e, assim, proporcionar condições necessárias para a recuperação e reinserção social.
Em julho de 2012, foram entregues 95 novos leitos para dependentes químicos no município de Itapira, 15 dos quais específicos para gestantes. Em abril do mesmo ano, o Hospital Lacan, em São Bernardo do Campo, ganhou dez leitos específicos para grávidas dependentes de drogas.
Da Agência Imprensa Oficial e da Assessoria de Imprensa da Secretaria da Saúde
Fonte: Diário Oficial - 15/01/2013

Energéticos faz aumentar emergência hospitalar

Cresce número de emergências hospitalares ligadas a uso de energéticos

Jornal Folha de S. Paulo - BARRY MEIER -  DO "NEW YORK TIMES"
Cresce o número de pacientes, muitos deles jovens, tratados em salas de emergências hospitalares por complicações ligadas ao consumo de bebidas energéticas fortemente cafeinadas, como Red Bull, Monster Energy e 5-Hour Energy, revelam novos dados federais dos Estados Unidos.
Os casos anuais em que pessoas procuraram hospitais por razões ligadas ao consumo de energéticos dobraram entre 2007 e 2011, o último ano para o qual há números disponíveis, revelou um relatório da Administração de Serviços de Abuso de Substâncias e Saúde Mental.
Em 2011 houve 20.783 casos relatados de procura de salas de emergência em que uma bebida energética foi citada como a causa principal ou fator que contribuiu para um problema de saúde; em 2007, tinham sido 10.068 casos.
Esses problemas, normalmente ligados ao consumo excessivo de cafeína, podem incluir ansiedade, dores de cabeça, arritmia cardíaca e ataques cardíacos.
O setor de energéticos, que no ano passado teve vendas estimadas em mais de US$10 bilhões, vem sendo alvo de atenção crescente após a revelação recente de que a FDA (agência americana que regula remédios e alimentos) teria recebido várias denúncias de mortes e ferimentos em que foram citadas as bebidas energéticas.
O fato de um produto ter sido citado num relatório da FDA não significa que o produto contribuiu para uma morte ou um ferimento, e os fabricantes de energéticos insistem que suas bebidas não encerram perigos.
Divulgado na quinta-feira, o novo relatório reflete estatísticas atualizadas que foram coletadas através da Rede de Aviso de Abuso de Drog
as, um sistema do governo ao qual os hospitais informam as visitas às salas de emergência relacionadas ao consumo de drogas.
As visitas a hospitais relacionadas ao consumo de energéticos diminuíram ligeiramente de 2008 a 2009, período coberto no relatório anterior.
Mas os novos dados mostram que os casos voltaram a subir em 2010 e chegaram a um número recorde em 2011.
"O consumo de bebidas energéticas é um problema de saúde pública que vem crescendo, porque o consumo excessivo de cafeína pode levar a problemas médicos e comportamentais", diz o relatório.
"Um conjunto crescente de evidências científicas documenta os efeitos adversos das bebidas energéticas para a saúde, especialmente para crianças, adolescentes e adultos jovens."
Os dados mostram que o maior grupo de pacientes está na faixa dos 18 aos 25 anos. Dois terços dos pacientes tratados foram homens.
Os fabricantes de bebidas energéticas promovem seus produtos para adolescentes e jovens com imagens que exaltam os esportes radicais, rock e mulheres com pouca roupa.
Cerca de 42% das pessoas tratadas em setores de emergência para problemas ligados a bebidas energéticas tinham tomado as bebidas com álcool ou outras substâncias, como remédios para deficit de atenção. Como a cafeína, esses medicamentos são estimulantes.
Os fabricantes de energéticos alegam que seus produtos proporcionam estímulo físico e mental a quem os consome.
Mas há poucas evidências científicas de que as bebidas proporcionem qualquer coisa senão uma dose alta de cafeína, semelhante à que é encontrada numa xícara de café forte.
O relatório constatou que o número de pacientes mais velhos que apresentam complicações pelo consumo de energéticos também vem subindo, possivelmente devido a interações com outros medicamentos.
"Os profissionais de saúde podem desaconselhar o consumo de bebidas energéticas, explicando que os benefícios que as pessoas imaginam sentir se devem mais ao marketing dos fabricantes que a evidências científicas", diz o relatório.

Fumar contribui para calvície!

Fumar contribui para calvície; veja 10 motivos para parar


Terra 

Um estudo associou o fumo a maior risco de calvície em homens
Abandonar o cigarro é uma resolução comum de Ano-Novo. Sabe-se que o vício aumenta os riscos de desenvolver uma série de doenças, respiratórias até câncer. Mas parar de fumar traz outras vantagens, além de evitar o aparecimento de moléstias graves. Veja 10 benefícios listados pelo site The Huffington Post.

Menos ansiedade
Fumantes acreditam que o hábito é uma maneira de relaxar, mas um estudo inglês mostrou que, na verdade, é abandonar o cigarro que faz com que os níveis de ansiedade sejam diminuídos. Outra pesquisa, feita em 2010, apontou ainda que após um ano sem fumar as pessoas mostram-se menos estressadas.

Melhor saúde bucal
Abandonar o cigarro reduz chances de problemas bucais, como cáries ou gengivite, além de diminuir drasticamente as chances de desenvolver câncer na região.

Melhor vida sexual

Estudos sugerem que fumar reduz o interesse sexual em homens e mulheres. E pior: a nicotina afeta também os não-fumantes que convivem com quem fuma.

Uma pele melhor
O cigarro interfere na cor da pele, favorece a flacidez, dá rugas, principalmente ao redor dos lábios. Mas, a boa notícia é que um mês sem o vício já recupera parte do viço do órgão.

Cabelos mais saudáveis
Um estudo associou o fumo a maior risco de calvície em homens. Dados de 2007 mostram que mesmo quando há outros fatores presentes, como idade, homens que consumiam 20 ou mais cigarros por dia comprometiam a permanência dos fios.

Melhor humor
Segundo pequisa da Universidade Brown, nos Estados Unidos, parar de fumar ajuda a melhorar o humor. Ex-fumantes relataram que nunca se sentiram tão felizes como após abandonar o vício.

Vida mais longa
De acordo com pesquisa divulgada em 2012, parar de fumar pode acrescentar uma década a mais na vida de uma mulher. O fumo afeta a expectativa de vida mesmo das fumantes eventuais ou que consomem apenas um cigarro por dia.

Mais chances de engravidar
Se quiser ter filhos, uma mulher deve parar de fumar. As fumantes têm 60% mais chances de se tornar inférteis, na comparação com as que não apresentam o vicio.

Sentir mais o sabor dos alimentos

Muitos fumantes relatam que não sentem sabor na comida. Um estudo feito em 2009 com soldados gregos constatou que o fumo compromete o paladar.

Menos resfriados
Segundo pesquisa da universidade de Yale, o fumo torna os sintomas dos resfriados mais intensos, pois o vício afeta o sistema imunológico.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Médicos recém formados tem deficiência em saúde mental

Prova do Cremesp revela déficit na área de       saúde mental                                                      

  Os resultados do exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) revelam o despreparo dos estudantes que concluíram o curso de medicina nas universidades do estado de São Paulo, em especial na área da saúde mental. Com a média de apenas 41% de acertos na prova realizada este ano, as perguntas relacionadas ao tratamento psiquiátrico foram as que concentraram o maior o número de erros dos formados.

Para a conselheira do Cremesp Silvia Helena Mateus, o número revela uma deficiência no ensino. "O ensino de saúde mental está mais deficitário que de outras áreas, as escolas precisam olhar para isso e melhorar", critica. A residente em psiquiatria Mariana Salomão revela ser uma das poucas de sua turma que se interessaram pelo ramo. "É uma especialidade que não é tão privilegiada dentro da faculdade", lamenta. Mariana acredita que o problema é generalizado, afetando outras instituições.

Já para o médico psiquiatra Fábio Ieiri, o problema não afeta apenas os formandos, mas também os pacientes. De acordo com ele, a falta de interesse dos profissionais atrasa o diagnóstico o que, por sua vez, pode levar a uma piora. "São dois prejuízos: o primeiro é que [o paciente] não recebe o tratamento adequado e daí corre o risco do problema se tornar crônico", explica.

Insegurança
O ajudante geral Marcelo dos Reis Silva já sofreu com a falta de atendimento adequado. A companheira dele sofre de transtorno bipolar, que provoca alterações de humor severas. Por segurança, ele tentou interná-la no Hospital Municipal de Sumaré (SP) durante uma crise, mas os médicos a liberaram e ela desapareceu. "Deram alta e ela saiu pela porta dos fundos. Foram três noites sem dormir", relembra.

O ajudante geral acredita que o problema de atendimento poderia ter sido contornado se a equipe tivesse uma formação melhor nessa área. "É muito precário, muito abaixo da média, tinha que ser melhorado pelo governo. Tem que especializar esses médicos que desse jeito não dá, não", critica.

60% de reprovação
Mais da metade dos estudantes que fizeram o exame de proficiência não tem domínio de áreas básicas para exercer a profissão. Dos 2.411 participantes, 54,5% não acertaram 60% das questões e foram reprovados. A prova teve 120 questões objetivas de múltipla escolha consideradas de fácil e média complexidade.

O desempenho ruim no exame não impede que o candidato obtenha o registro meses. A presidência do conselho não atribui o cenário somente à má formação dos médicos, mas garante que isto contribui com as reclamações.junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM) para atuar porque não há uma legislação específica, a diferença é que estes receberão a permissão para atuar mais tarde do que os demais, no prazo máximo de 31 de janeiro de 2013.

Denúncias
O Cremesp recebe, diariamente, 12 denúncias contra médicos, julga toda semana de 15 a 20 casos, e cassa o registro de pelo menos um profissional todos os 


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Cientistas descobrem gene do alcoolismo

Cientistas descobrem gene da 'bebedeira'


BBC Brasil
Cientistas acreditam ter descoberto uma variação de um gene que incentiva o consumo exagerado de álcool em algumas pessoas.
O gene, conhecido como RASGRF-2, eleva o nível de substâncias químicas presentes no cérebro associadas à sensação de felicidade e acionadas com a ingestão de bebidas alcoólicas, informou a revista científica PNAS.
A equipe de pesquisadores, formada por especialistas da Universidade King's College, de Londres, descobriu que animais que não possuíam a variação do gene tinham menos "desejo" por álcool do que aqueles que apresentavam tal alteração.
O estudo também analisou exames de ressonância magnética dos cérebros de 663 adolescentes do sexo masculino.
O mapeamento revelou que em portadores da versão do gene associada à "bebedeira", todos com 14 anos de idade, havia uma atividade maior em uma parte do cérebro chamada estriado ventral, conhecida por liberar dopamina, substância associada à sensação de prazer.
Quando os pesquisadores questionaram os adolescentes sobre seus hábitos de consumo de álcool dois anos depois, descobriram que aqueles que tinham a variação do gene RASGRF-2 bebiam mais frequentemente.
Contudo, o responsável pelo estudo, Gunter Schumann, explicou que ainda não há provas contundentes de que o gene, sozinho, provocaria a compulsão alcoólica, uma vez que outros fatores ambientais e genéticos também estão envolvidos.
Ele ressaltou, por outro lado, que a descoberta é importante porque joga luz sobre os motivos pelos quais algumas pessoas tendem a ser mais vulneráveis ao álcool do que outras.
"Nosso estudo indica que talvez este gene regule a sensação de bem estar que o álcool oferece para determinados indivíduos", explicou.
"As pessoas buscam situações que provoquem tal sensação de 'recompensa' e deixem-nas felizes. Portanto, se o seu cérebro for condicionado a atingir tal estágio por meio do álcool, é provável que sempre procure essa estratégia afim de alcançar tal meta".
"Agora nós entendemos a cadeia da ação: como os genes moldam a função em nossos cérebros e como que, em contrapartida, isso afeta o comportamento humano".
"Nós descobrimos que o gene RASGRF-2 tem um papel crucial em controlar como o álcool estimula o cérebro a liberar dopamina e, em seguida, ativa a sensação de recompensa".
"Portanto, para as pessoas que têm a variação genética do gene RASGRF-2, o álcool lhes proporciona uma maior sensação de recompensa, levando-as a se tornar beberrões".
Schumann reiterou, entretanto, que mais provas são necessárias para comprovar sua teoria. Ele alertou que o estudo analisou apenas adolescentes do sexo masculino e de uma determinada idade, o que dificultaria estabelecer tendências de consumo de bebidas alcoólicas ao longo prazo.
Ele disse que, no futuro, pode ser possível realizar testes genéticos para ajudar a prever quais pessoas estão mais propensas ao consumo excessivo de álcool.
As descobertas também abririam caminho a novas drogas que bloqueiam o efeito de recompensa que algumas pessoas têm após ingerir bebida alcoólica.
Por outro lado, Dominique Florin, da entidade britânica Medical Council on Alcohol, faz um alerta.
"É provável que haja um componente genético relacionado ao consumo exagerado de álcool, mas isso não quer dizer que se você tiver o gene, você não pode beber, enquanto se você não o tiver, você pode beber o quanto quiser".

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Esquizofrenia: estudo identifica genes

Estudo identifica redes de genes ligadas à esquizofrenia
G1
Análise ainda revelou que redes são similares às que agem no autismo.Genes são muito ativos durante fase de desenvolvimento pré-natal.

A influência da genética sobre o aparecimento da esquizofernia já era algo conhecido pela ciência. Um novo estudo publicado na revista "Nature Neuroscience" neste domingo (11), entanto, identifica duas redes de genes relacionadas à doença e, além disso, indica que há uma conexão entre ela e o autismo.

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores da Universidade de Columbia, nos EUA, analisaram com computadores uma coleção de centenas de mutações de genes que foram anteriormente identificadas como relacionadas à esquizofrenia. Os cientistas notaram que muitos desses genes, que antes eram considerados isolados, podem ser organizados nas duas redes. Também verificaram que essas redes são muito similares às ligadas ao aparecimento do autismo.

“Isso mostra como as redes genéticas do autismo e da esquizofrenia estão entrelaçadas”, observa Dennis Vitkup, do Centro Médico da Universidade de Columbia. A conclusão levanta o questionamento de como mutações nos mesmos genes podem influenciar o aparecimento de duas doenças muito distintas.

Partes de ambas as redes detectadas são muito ativas durante o desenvolvimento pré-natal, o que sugere que as mudanças no cérebro que causam a esquizofrenia numa pessoa ocorrem muito cedo.

A esquizofrenia é um distúrbio crônico que atinge o cérebro, causando alucinações e delírios. Há remédios eficazes para controlar as crises, afirmam os médicos, mas eles precisam ser tomados com frequência para evitar que o paciente tenha surtos e eles se agravem.

Além dos sintomas de delírio, o paciente pode ter a sensação de que uma voz está mandando que ele faça algo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1% da população mundial tem esquizofrenia




Maconha vendida em SP vem com fungos e formigas



Paraguaia, maconha vendida em SP vem com fungos e formigas 

Folha de S. Paulo - DE SÃO PAULO

A maconha vendida em São Paulo é quase toda produzida no Paraguai. A droga aparece misturada a folhas, caules e outras plantas. "E também restos de insetos ou formigas, como em qualquer colheita rudimentar feita de forma clandestina", explica o perito José Luiz da Costa, do Instituto de Criminalística.

Em geral, a maconha paraguaia chega a São Paulo prensada e embalada em filme plástico ou alumínio, e adesivada. As condições de transporte são precárias, normalmente em caminhões, escondida entre outros produtos.

Por uma questão econômica, ela não chega ao mercado totalmente seca. É que o tempo de secagem da colheita é relativamente longo (cerca de uma a duas semanas) e as folhas úmidas pesam mais, o que significa um ganho extra para o produtor.

Uma monografia coordenada por Costa em 2011 apontou a presença de três tipos de fungos em maconha apreendida, alguns deles comumente encontrados em alimentos em estado de deterioração. Para Dartiu Xavier, da Unifesp, de forma geral, não há nada objetivo quanto ao risco para seres humanos. Os fungos podem causar alergia e intoxicação para pessoas hipersensíveis, como também doenças em indivíduos imunodeprimidos.
As condições de embalagem e transporte da maconha prensada também podem favorecer a liberação de amônia, de acordo com Elisaldo Carlini, também da Unifesp.
"Com o tempo, a maconha envelhece e se degrada. Pior ainda se estiver umedecida. Amônia na maconha é sinal de má conservação", diz.

Brasil, maior país consumidor de cocaína. Será mesmo?


Plano nacional de enfrentamento às drogas feito “às pressas”

Última Instância - Luiz Flávio Gomes e Mariana Cury Bunduky

De acordo com o “Relatório sobre segurança cidadã nas Américas em 2012”, lançado em julho de 2012 pela OEA (Organização dos Estados Americanos), com um total de 900 mil usuários, o Brasil representa o maior mercado consumidor de cocaína da América do Sul.
Já segundo o 2º LENAD (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas), realizado pelo INPAD (Instituto Nacional de Políticas Públicas de Álcool e Outras Drogas) da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), 3% da população adulta brasileira (mais de 3 milhões de pessoas) usam maconha frequentemente.
Em razão da repercussão do tema das “drogas”, o governo federal, por meio do decreto n.º 7637/11, instituiu o “Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras drogas”, cujo objetivo é a integração com os estados e municípios, visando-se investir em políticas públicas e em setores como educação, saúde, segurança pública e assistência social para a devida resolução do problema.
Contudo, para atender rapidamente o clamor social, o Plano começou a ser executado às pressas, sem a devida cautela e seriedade na captação de dados referente ao uso e ao tráfico de drogas, que são essenciais no direcionamento dessas políticas e no repasse de verbas federais.
Nesse sentido, conforme veiculou uma notícia do jornal O Estado de São Paulo, o Plano Integrado se baseou em dados de apenas 4 estados (que se referem somente à quantidade de pontos de vendas e de usuários de crack), de maneira que os comandantes das polícias militares dos 23 demais estados, nos quais se incluem São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Paraná e Mato Grosso, não forneceram tais estatísticas.
Assim sendo, o relatório do Ministério da Justiça concluiu que há uma ausência de mapeamento de dados dos estados sobre a quantidade real de usuários de crack, havendo apenas dados de quantidades de drogas apreendidas, de prisões efetuadas e dados estimados de usuários, até porque usuários e traficantes, na prática, não são diferenciados pela polícia.
Na opinião do professor de psiquiatria da IUnifesp (Universidade Federal de São Paulo), Dartiu Xavier, o retrato do crack no país só poderia ser traçado por uma pesquisa séria e especializada, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, que, inclusive, estava em andamento, mas foi atropelada por ações policiais que dissolveram as comunidades nos estados.
Assim, embora digna de aplausos a iniciativa do governo federal em direcionar esforços a um tema tão crucial e relevante feito as drogas, não é suficiente. Se o escopo é verdadeiramente enfrentar tal polêmica, é imprescindível que o Plano seja elaborado com cautela, não “às pressas”, sem qualquer sintonia do governo com os estados. De medidas imediatistas e populistas o Brasil já está abarrotado; roga-se, agora, por ações bem elaboradas efetivas e concretas para que se inicie um trabalho grandioso e próspero.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Colo dos pais beneficia saúde mental dos filhos.

Colo dos pais condiciona emoções do bebê

Contato carinhoso diminui problemas como ansiedade e até depressão

POR MINHA VIDA
Desde cedo, a sensação que ele desperta é do maior acolhimento, proporcionando conforto e segurança capazes de aliviar sofrimentos, estimular a delicadeza e a troca sincera de afeto.
O carinho dos momentos em que a criança passa no colo da mãe e do pai permanece na memória para a vida a toda, mesmo que esta recordação não apareça com imagens na lembrança - trata-se de uma sensação armazenada na memória do corpo e que funciona como um analgésico poderoso para os momentos difíceis ao longo da vida. Um estudo feito pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Havard (Estados Unidos) descobriu que bebês e crianças que tinham esse tipo de contato com os pais eram adultos mais protegidos contra ansiedade e doenças como depressão. Os resultados foram publicados no periódico The Harvard University Gazette. Os benefícios, no entanto, são bem mais numerosos do que você pode imaginar quando fecha os olhos e esquece tudo redor para abraçar o seu filho bem juntinho, os especialistas revelam tudo.

Deixa o bebê tranquilo
Os bebês sentem-se em casa no colo da mãe ou do pai, pois ainda guardam uma semelhança com a sua posição e proteção intrauterina. "Isso ajuda a diminuir o choro e deixar o bebê menos estressado, principalmente no caso de um recém-nascido que precisa passar um tempo na UTI (e longe da mãe) logo ao nascer", diz a pediatra e neonatologista Camila Reibscheid, do Hospital São Luiz, em São Paulo. "Dar colo para o bebê durante a noite também pode ajudá-lo a ter um sono melhor e mais tranquilo."

Melhora a digestão
Segundo o pediatra Vanderlei Wilson Szauter, do Hospital e Maternidade São Cristóvão, em São Paulo, o bebê fica mais tranquilo no colo da mãe, e isso faz com que todas as funções fisiológicas funcionem melhor. "Os movimentos intestinais da criança são impulsionados com o calor do corpo da mãe, fator que pode inclusive prevenir as cólicas", afirma.

Alivia as cólicas
Se o bebê começar a sofrer com cólicas, uma das alternativas é colocá-lo para amamentar ou então apenas mantê-lo junto do corpo. "O calor do colo aquece a barriga do bebê e relaxa sua musculatura, diminuindo a dor", afirma a pediatra Camila. 

Melhora o desenvolvimento dos sentidos
A proximidade com a mãe ou com o pai faz com que o bebê desenvolva com mais facilidade suas funções cognitivas e os sentidos como visão, audição e tato. "Ouvir os batimentos cardíacos e a voz da mãe ou do pai, sentir a pele da e manter o contato visual faz com que a criança exerça seus sentidos, que se desenvolvem com mais facilidade", diz Camila Reibscheid. 

Diminui qualquer tipo de dor
Uma pesquisa feita pelo Departamento de Pediatria da Unifesp e publicada no periódico da Universidade constatou que o colo da mãe pode diminuir a sensação de dor que o bebê sente em intervenções doloridas, como uma vacina. "Isso acontece porque existe uma área do cérebro que é ativada quando se recebe carinho, liberando descargas elétricas aptas a diminuir a sensação de dor", afirma o pediatra Vanderlei. "O simples contato com a pele da mãe já pode ajudar a atenuar qualquer sensação dolorosa."

Ajuda no desenvolvimento de bebês prematuros
De acordo com os especialistas, é muito comum em hospitais existir o método "mãe canguru" ou "pele a pele" para bebês prematuros, que precisam ficar na UTI. Nesse sistema, os pais podem entrar na UTI e entrar em contato com o bebê que está dentro da incubadora, tocando na pele da criança pelo tempo acordado com o médico. "Se o bebê estiver em condições clínicas estáveis, os pais poderão fazer a posição canguru, que consiste no bebê ficar em contato direto com o peito nu do pai ou da mãe", explica a pediatra Camila. "Isso ajuda a acelerar o metabolismo do bebê, contribuindo para o seu crescimento e ganho de peso, tão importantes para o bebê prematuro."

Previne doenças no futuro
"O colo faz com que a criança se sinta mais segura de si, mais acolhida, e é essa segurança que vai fazer com que ela amadureça mais rápido", afirma a pediatra Camila. De acordo com a especialista, dar colo para o bebê e para a criança mostra que ela está cercada de proteção. "Isso faz com que ela amadureça e crie coragem para encarar a própria vida no futuro sem medo ou insegurança", diz. De acordo com os pesquisadores de Havard, o estresse precoce resultante da separação e da falta de colo causa mudanças no cérebro infantil, tornando-os adultos mais suscetíveis a doenças como depressão, ansiedade e estresse pós-traumático.

domingo, 14 de outubro de 2012

Dependência e transtorno de personalidade têm semelhanças


Dependência e transtorno de personalidade têm semelhanças

Agência USP de Notícias

Por Mariana Grazini

Ao articular as definições de personalidade borderline e de adicções, o psicanalista Marcelo Soares da Cruz observou que ambos os transtornos possuem um funcionamento muito próximo, pois baseiam-se em relações de adicções e carregam fortes sentidos dolorosos.
Relações adictivas são relações de dependência, seja de drogas, objetos, jogos, comportamentos ou mesmo até de pessoas. O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) também pode ser chamado de Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL) ou Transtorno Estado-Limite de Personalidade, entre outras denominações. Para Cruz, trata-se de uma maneira de estruturar uma personalidade. Quem sofre do transtorno possui relações turbulentas e oscilantes, apresenta desespero, vazio extremo e se sente constantemente ameaçado pela perda do outro. No entanto, esse outro dificilmente é de fato visto por suas características e pode ser facilmente substituído, quase que “coisificado”.
Cruz pesquisou o tema em sua dissertação de mestrado apresentada ao Instituto de Psicologia (IP) da USP. O objetivo era verificar se realmente existia uma relação entre a adicção e a organização de personalidade borderline.
A dissertação de mestrado teve orientação da professora Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo, do IP. O estudo foi baseado em análises teóricas e se preocupou mais em buscar a essência das manifestações do sofrimento humano, apesar de serem algumas experiências com casos clínicos que tenham despertado os interesses iniciais do psicanalista acerca do assunto abordado.
O mestrado Reflexões sobre a relação entre a personalidade borderline e as adicções também relatou que a sociedade pós-moderna é carente em amparo e apresenta um esvaziamento que é dito ser preenchido por objetos e por propagandas, que vendem, acima de qualquer produto, uma identidade e promessa de completude. Essa contextualização da sociedade serviu para evidenciar que alguns casos de adicções e de personalidade borderline podem ser exaltados pela forma como se dá o mundo atual.
Borderline e adicções
Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline têm dificuldade em guardar o outro dentro de si sem que esse outro esteja concretamente presente, por isso tamanha insegurança. A automutilação é comum entre os pacientes, tanto para eles se sentirem mais vivos como para perturbar e mobilizar o próximo e assim obter evidências que eles existem para aquela pessoa.
O TPB não é caracterizado como psicótico pois não há rompimento total com a realidade. É uma condição difícil de se detectar já que ela pode ser confundida com depressão, bipolaridade ou psicopatia, devido alguns rompantes de ódio e raiva.
As adicções são socialmente mais difundidas e tratam-se de dependências por substâncias, sensações, objetos, entre outros. No caso dos adictos, também há um vazio que se busca preencher. Se o “borderline” tende a encarar o outro como objeto, o adicto faz o contrário. A droga, o jogo, o sexo, o objeto de dependência, enfim, passa a ser pessoa e não mais apenas o que realmente é. Há uma necessidade vital de um objeto que é tratada de forma compulsiva.
“A busca pela droga e o borderline apresentam desespero com pessoas e vão em busca da recuperação de algo fundamental que foi perdido”, esclarece o psicanalista. Apesar de os adictos optarem por objetos para compensar “o que foi perdido”, geralmente, como no transtorno borderline, a ausência é por conta de alguém. Ou seja, é provável que a falta de alguma figura familiar ou mesmo social seja um dos principais agravantes da adicção e da personalidade borderline.
Mudança de olhar
O autor da pesquisa conta que já teve contato com condições muito radicais daqueles que sofrem de adicções e da personalidade borderline. Ele afirma que, na maioria das vezes, os casos são incompreendidos e a dissertação de mestrado poderá ajudar a desconstruir a imagem daqueles que olham essas situações de fora e pensam que essas pessoas estão apenas se destruindo. “Apesar de se tratar de uma dissertação mais conceitual, ela serve justamente para situações concretas.”

Tomo 3D captura efeitos da cocaína no cérebro

Nova técnica de tomografia 3D captura efeitos da cocaína sobre o cérebro


I Saúde Net

Estudo fornece evidências sobre micro-isquemia cerebral induzida pela droga que pode desencadear acidente vascular cerebral
Pesquisadores da Stony Brook University, nos EUA, desenvolveram uma técnica de tomografia 3D de alta resolução que torna visível os efeitos da cocaína sobre a restrição do fornecimento de sangue nos vasos, incluindo pequenos capilares, no cérebro.
O estudo fornece novas evidências sobre a micro-isquemia cerebral induzida pelo uso da droga que pode causar acidente vascular cerebral (AVC).
O AVC é um dos riscos médicos mais graves do abuso de cocaína. O fluxo sanguíneo cerebral é interrompido devido aos efeitos vasoativos da droga, e a pesquisa mostrou que o processo contribui para derrames em dependentes de cocaína.
Um tratamento eficaz ainda não foi descoberto em função do pouco conhecimento sobre os mecanismos subjacentes que causam alterações vasculares cerebrais resultantes do abuso de cocaína. Métodos de neuroimagem atuais que podem revelar pistas sobre os mecanismos subjacentes que causam restrição do fluxo sanguíneo cerebral, como ressonância magnética e tomografia computadorizada, são de alcance limitado.
A nova técnica de neuroimagem oferece um método promissor para investigar mudanças estruturais nas pequenas redes neurovasculares do cérebro que podem estar implicadas no derrame.
No trabalho, os pesquisadores descobriram que a cocaína administrada em doses equivalentes às normalmente tomadas por viciados causa constrição nos vasos sanguíneos que inibem o fluxo de sangue no cérebro por diferentes períodos de tempo.
As artérias, veias e capilares do cérebro, e até mesmo os vasos menores, foram afetados pelas doses. O fluxo sanguíneo cerebral foi significativamente reduzido dentro de apenas dois a três minutos após a administração da droga. Em alguns vasos, a diminuição no fluxo chegou a 70%. O tempo de recuperação para os vasos sanguíneos variou.
Os resultados mostraram ainda que a cocaína interrompeu o fluxo sanguíneo cerebral em alguns ratos por mais de 45 minutos. Este efeito tornou-se mais pronunciado após administração repetida de cocaína.
"Nosso estudo revelou evidências de micro-isquemias cerebrais induzidas pela cocaína em vários modelos experimentais, e fomos capazes de claramente visualizar o processo e os efeitos vasoativos a nível microvascular. Essas alterações clínicas comprometem a oferta de oxigênio para o tecido cerebral tornando-o vulnerável à isquemia e morte neuronal", conclui o investigador principal Yingtian Pan.