domingo, 31 de julho de 2011

Clínica é fechada por espancamento de dependente.

Clínica é fechada por suspeita de espancamento de dependentes em droga e álcool

 

Três pessoas foram presas; na casa, foram encontrados algemas, grades e paus


28/07/2011 - 20:49 EPTV
Morto espancamento














A clínica Recanto de Luz, voltada para a recuperação de dependentes em droga e álcool, foi fechada nesta quinta-feira (28), em Ituverava, depois que a polícia recebeu denúncias de que pacientes eram torturados e mantidos em cárcere privado. Duas pessoas apontadas como donas do estabelecimento e um funcionário foram presos em flagrante.
Um dos internos disse que a família não sabia o que acontecia na clínica. "Eles mentiam para os meus familiares. Diziam que eu estava bem, seguro, mas não falavam que eu estava apanhando, algemado e todo machucado", disse o rapaz, que pagava R$ 450 por mês.
Dentro da casa foram encontradas manchas de sangue na parede, em lençóis e em colchões. Algemas e pedaços de pau, provavelmente usados durante as torturas, foram apreendidos.
Um rapaz de 28 anos passou por exames clínicos e pode comprovar que as marcas que ele tinha no corpo eram de espancamentos. "Eles me mantinham algemado na cama e batiam com madeira, socos e chutes. Eu estava sendo tratado como lixo. Quero justiça", declarou.
De acordo com a delegada Cristina Bueno de Oliveira, responsável pelo caso, os pacientes trocavam de clínicas para se recuperarem dos hematomas. “Eles eram levados para outras clínicas, a fim de que outras lesões fossem curadas e depois retornavam”, disse Oliveira, que vai investigar outras casas de recuperação.
O advogado dos donos da clínica Emílio de Menezes informou que vai esperar o indiciamento da polícia para fazer a defesa dos clientes.
Retorno
As famílias dos 28 internos que estavam no local já foram avisadas e vão buscar os dependentes.

Sempre oriento aos familiares que me procuram com a intenção de internarem o dependente, que caso optem por uma internação com o intuito de conseguirem a abstinência da droga, que visitem o local antes, que conheçam todos os cômodos e de preferência vá por indicação de uma pessoa que fez o tratamento, pois existem muitos lugares que se intitulam clínicas ou comunidades terapêuticas mas na verdade não possuem um "método de trabalho" científico ou mesmo dentro de padrões dignos, que não fira os direitos humanos do cidadão que usa drogas.
O dependente e sua família já estão bastante debilitados não precisam de pessoas preconceituosas que julgam através dos seus conceitos ignorantes, se intitulam conhecedores do assunto espancando pessoas que sofrem por um transtorno psiquiátrico. Isso realmente não é tratamento!!

terça-feira, 26 de julho de 2011

O que é transtorno bipolar?


O que é transtorno bipolar?


O Transtorno Bipolar, conhecido também como ao Transtorno Maníaco Depressivo (antiga Psicose Maníaco-Depressiva), é um transtorno psiquiátrico comum e tratável. Esta doença atinge aproximadamente 1% da população geral e é associada com um prejuízo significativo da função do indivíduo e um risco aumentado de suicidio. 


O Transtorno Afetivo Bipolar é considerado uma doença psiquiátrica muito bem definida e, embora tenha um quadro clínico variado é um dos transtornos com sintomatologia mais consistente da psiquiatria. Sua forma típica (euforia-depressão) é bem caracterizada e reconhecível, permitindo o diagnóstico precoce e confiável. 

Normalmente sentimos uma grande variedade de sentimentos com maior ou menor intensidade, tais como alegria, tristeza, medo, ousadia, energia, desânimo, eloqüência, apatia, desinteresse em diversos momentos de nossa vida. Em geral é normal a pessoa ficar alegre com uma promoção no emprego, com uma conquista amorosa, nascimento de um filho e outras situações agradáveis.

Também como se espera que a pessoa normal experimente tristeza e sofrimento depois de um rompimento amoroso, com doença ou morte de pessoa querida, com a perda do emprego, dificuldades financeiras, etc. Isso não tem nada a ver com o Transtorno Afetivo Bipolar.

Equivocada é a idéia de que a bipolaridade seria estar hiper contente pela manhã, triste
à noite e com um sentimento médio à tarde. Tal idéia não traduz a bipolaridade. Na verdade a bipolaridade pode vir a se manifestar nos dois pólos da doença: depressão e mania. Hoje há remédios de última geração que controlam com sucesso qualquer alteração de humor para esses dois pólos da doença.

Em situações normais o estado de humor ou de ânimo deve variar ao sabor dos acontecimentos da vida e de acordo com a tonalidade afetiva de cada um. Essas respostas emocionais podem ser adequadas, inadequadas, proporcionais ou desproporcionais aos estímulos externos, que são nossas vivências. Mas os episódios agudos de oscilação afetiva do Transtorno Afetivo Bipolar nem sempre necessitam de vivências para se manifestarem.

O Transtorno Bipolar é caracterizado por períodos de elevação anormal do humor, freqüentemente com episódios de depressão. Tais episódios afetivos extremos têm, freqüentemente, um substancial impacto negativo nos pacientes e em seus familiares, podendo comprometer as finanças da família, os relacionamentos, a capacidade funcional social e ocupacional e a qualidade de vida (vejaTranstorno Bipolar no DSM. IV e no CID-10).

O Transtorno Bipolar do Humor (TBH) se manifesta clinicamente sob a forma denominada Tipo I (com predomínio de episódios de mania), que corresponde a uma incidência de cerca de 0,8% da população geral, e a forma Tipo II(predomínio de episódios depressivos), em cerca de 0,5% da população geral.

O humor elevado é diagnosticado como mania, hipomania, ou um estado misto, onde os pacientes experimentam mania e depressão. Um episódio maníaco é caracterizado por humor elevado que dura uma semana ou por muito mais tempo e, freqüentemente junto com outros sintomas, tais como sensação de energia aumentada, pensamentos rápidos, ego inflado, necessidade diminuída de sono, irritabilidade anormal, euforia, o juízo crítico deficiente, e comportamento de risco aumentado.

Embora muitos indivíduos experimentem os sintomas iniciais de mania como prazeroso, um episódio maníaco pode ser perigoso. O julgamento do indivíduo é severamente prejudicado e as ações são realizadas sem uma consideração cuidadosa do potencial de risco, do eventual impacto negativo na saúde, nas finanças, na carreira ou nos relacionamentos.

Mania severa, freqüentemente pode ser acompanhada de comportamento psicótico, os indivíduos podem experimentar alucinações, ilusões, paranóia, ou delírio humor-congruente. AHipomania é um grau menor e menos exuberante que a Mania e se caracteriza por um período do humor anormalmente elevado, associado à sintomas psicomotores (ansiedade, inquietação, eloqüência, etc) que podem durar desde alguns dias até muitos meses. A Mania e a Hipomania são diferenciadas, geralmente, pelo grau de comprometimento das funções cotidianas do indivíduo, tais como seus inter-relacionamentos e/ou desempenho no trabalho.

A Depressão é, pois, um transtorno médico e psiquiátrico que dura no mínimo 2 semanas e produz uma combinação de sintomas físicos e emocionais com prejuízo em múltiplos domínios do funcionamento da pessoa. O sintoma básico da depressão costuma ser a perda do prazer nas atividades que previamente agradáveis, juntamente com sentimentos de tristeza, de desesperança e pessimismo. 

Este sintoma básico é acompanhado por uma variedade de sintomas físicos, tais como, alterações do sono, da concentração e da memória, baixa energia e mudanças no apetite.


Além desses quatro tipos, há a ciclotimia, que se caracteriza por um traço de personalidade cujo humor é oscilante e desregulado, e cujas fases não chegam a ser configuradas como mania ou depressão.




Classificações

Durante muito tempo o TAB (Transtorno Afetivo Bipolar) foi considerado apenas ao que se considera hoje a sua forma mais grave. A classificação DSM.IV, já com mais de 10 anos, reconhece somente os tipos I e II, entretanto, os pesquisadores estão ampliando os conceitos e os tipos da bipolaridade.

Já se fala em Transtornos do Espectro Bipolar e, de acordo com abordagem mais recente, existem quatro tipos de transtorno bipolar, que se caracterizam basicamente pela intensidade i em que ocorre a alteração do humor.

Tipo I: Afeta apenas 1 % da população, é a forma mais intensa, com forte alteração do humor, por apresentar fases de mania plena. Apresenta toda a amplitude de variação do humor, do pico mais alto (mania plena), que pode durar várias semanas, até depressões graves. Em geral, inicia-se entre 15 e 30 anos, mas há casos de início mais tardio. É comum apresentar sintomas psicóticos, como delírios (pensamentos fora da realidade) ou alucinações (ouvir vozes que não existem, por exemplo). Se não for tratado, em geral prejudica enormemente o curso da vida do paciente. 


Tipo II: A alteração do humor  não é tão intensa quanto no Tipo I, mas apresenta fases de hipomania (pequena mania) e depressão. Assim sendo, nesse tipo a fase maníaca é mais branda e curta, chamada de hipomania. Os sintomas são semelhantes, mas não prejudicam a pessoa de modo tão significativo. As depressões, por outro lado, podem ser profundas. Também pode iniciar na adolescência, com oscilação de humor, mas uma parte dos pacientes só expressa a fase depressiva ao redor dos 40 anos. Com freqüência, os sintomas de humor deixam de ser marcadamente de um pólo para ter características mistas, turbulentas.  


Tipo III:  O Tipo III é semelhante ao tipo II, porém o quadro de hipomania é desencadeado pelo uso de antidepressivos ou psicoestimulantes.  É uma classificação usada apenas quando a fase maníaca ou hipomaníaca é induzida por um antidepressivo ou psicoestimulante, ou seja, os pacientes fazem parte do espectro bipolar, mas o pólo positivo só é descoberto pelo uso destas drogas. Sem o antidepressivo, em geral manifestam características do temperamento hipertímico ou ciclotímico. Como regra, devem ser tratados como bipolares, mesmo que saiam do quadro maníaco com a retirada do antidepressivo.  


Tipo IV: No tipo IV a oscilação de humor é mais leve e o paciente é, geralmente, uma pessoa com temperamento mais determinado, dinâmico, empreendedor, extrovertido e expansivo, e que, esporadicamente, passa a ter o humor mais turbulento e depressivo na meia-idade. Esses pacientes nunca tiveram mania ou hipomania, mas têm uma história de humor um pouco mais vibrante, na faixa hipertímica, que freqüentemente gera vantagens. A fase depressiva pode só ocorrer em torno ou depois dos 50 anos e às vezes é de característica mista e oscilatória.




Muitos iniciam o uso de drogas como uma maneira de amenizar os sintomas de um problema psiquiátrico não diagnosticado e desconhecido para ele, piorando assim o seu quadro.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Drogas psiquiátricas : consumo cresce em crianças e idosos

Consumo de antipsicóticos cresce entre crianças e idosos


Drogas psiquiátricas já respondem por metade das de uso controlado no país Indicação desse tipo de remédio para tratar demências pode levar a quedas, derrames, diabetes e morte
Folha de São Paulo - Cláudia Collucci de São Paulo

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Estamos nos tornando uma nação de psicóticos?
A questão que tem inflamado debates nos EUA, por conta do aumento no uso de drogas antipsicóticas, chegou ao Brasil. Essa classe terapêutica já é uma das mais comuns entre as de venda controlada por aqui.
Dados de um recente boletim divulgado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância San itária) mostram que a maior parte (44%) dos 143 tipos de medicamento controlado à venda no país servem para tratar transtornos mentais e comportamentais. Os antipsicóticos, indicados principalmente para esquizofrenias e transtornos bipolar e maníaco-depressivo, respondem por 16,1% do total. Os antidepressivos vêm em seguida, com 15,4%.

A Anvisa não sabe informar quantas unidades de cada produto foram vendidas nem a frequência do consumo. O mercado de antipsicóticos movimentou R$ 306,8 milhões nos últimos 12 meses, segundo a IMS Health, consultoria especializada na indústria farmacêutica. Especialistas dizem observar um crescimento na indicação de antipsicóticos na infância, na adolescência e na velhice, seguindo a tendência norte-americana.
Segundo estudo da Universidade Columbia (EUA), as receitas de antipsicóticos para crianças de dois a sete anos, para tratar doenças como transtorno bipolar, dobraram de 2000 a 2007. Estima-se que 500 mil cr ianças nos EUA usem essas drogas.

SEM INDICAÇÃO
O psiquiatra Theodor Lowenkron, da Sociedade Brasileira de Psiquiatria, reconhece que o uso dos antipsicóticos tem provocado controvérsia, mas defende que os medicamentos, quando bem indicados, podem ser usados na infância, na adolescência e na velhice. "Tem que haver transtorno mental com sintomas psicóticos. E a indicação nesses casos deve ser feita com muita cautela, com doses menores comparadas às dos adultos."
A pediatra Ana Maria Escobar, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, conta que é cada vez mais frequente a indicação de remédios para crianças, mesmo quando não há um distúrbio psiquiátrico.
"Atendi um menino que já estava tomando remédio para deficit de atenção, mas o que ele tinha era um problema auditivo. Não aprendia porque não ouvia."

RISCOS
Embora a prescrição de antipsicóticos n ão tenha sido aprovada para idosos com demência ou psicose relacionada com demência, o uso desses medicamentos tem aumentado entre os mais velhos, especialmente aqueles internados em asilos.
Segundo a psiquiatra Ana Cecília Marques, da Unifesp, a indicação de antipsicóticos para tratar demências tem várias restrições em razão dos efeitos adversos.
"Eles podem causar muitos danos aos idosos, como a redução da pressão arterial, que pode levar a quedas."
Vários estudos sugerem que os antipsicóticos aumentam o risco de diabetes, derrame, pneumonia e morte em idosos com demência.
Na opinião de Marques, são três as explicações para o aumento na prescrição de antipsicóticos: a busca por resoluções rápidas para conflitos, a preferência dos psiquiatras por indicar remédios a investir em terapias mais demoradas e o assédio da indústria farmacêutica nessa área.
"A indústria farmacêutica pode estimular o uso excessivo ou desnecessário dessas drogas, mas os órgãos reguladores devem coibir isso", diz Theodor Lowenkron.

domingo, 24 de julho de 2011

Amy Winehouse agora faz parte do "Clube dos 27"

A maldição dos 27 anos


O DIA online - Londres 
A cantora Amy Winehouse passa a integrar um trágico grupo de estrelas da música que morreram aos 27 anos, o chamado ‘Clube dos 27’. Brian Jones, membro fundador dos Rolling Stones, o guitarrista Jimi Hendrix, a cantora Janis Joplin, o vocalista do The Doors, Jim Morrison e Kurt Cobain, líder do Nirvana são alguns outros representantes do malfadado grupo.
Foto: EFE
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O primeiro a morrer aos 27 foi Brian Jones, que deixou os Rolling Stones após desentendimentos com a banda. Jones tinha problemas com álcool e drogas e morreu afogado na piscina da sua casa, em 1969.
Hendrix, o mago das guitarras, entrou para o grupo no ano seguinte. Ele se engasgou com seu próprio vômito, em 1970, após ingerir pílulas para dormir e beber vinho. Menos de um mês depois, em 4 de outubro, Joplin morreu também aos 27 anos, possivelmente por uma overdose de heroína.
Em 1971, Morrison entrou para a lista fatal. O vocalista do The Doors morreu em uma banheira num hotel de Paris, obeso e alcoólatra. Já Cobain, que morreu em abril de 1994, se matou com um tiro de espingarda em sua casa, em Seattle, também aos 27 anos.


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Remédio anti-HIV feito com tabaco começa a ser testado

Remédio anti-HIV feito com tabaco começa a ser testado


Remédio anti-HIV feito com tabaco começa a ser testado
A ação marca um avanço no campo emergente da agricultura molecular, capaz de oferecer uma maneira mais barata de produzir drogas e vacinas a partir da biotecnologia

REUTERS


Pela primeira vez na pesquisa farmacêutica europeia, cientistas lançaram um ensaio clínico com um remédio anti-HIV criado pela biotecnologia usando tabaco geneticamente modificado, planta mais conhecida por prejudicar a saúde humana.
A ação marca um avanço no campo emergente da agricultura molecular, capaz de oferecer uma maneira mais barata de produzir drogas e vacinas a partir da biotecnologia, comparando com os sistemas tradicionais da indústria.
Depois de obtido o sinal verde dos reguladores, o anticorpo monoclonal está sendo testado em um pequeno estudo envolvendo 11 mulheres saudáveis na Grã-Bretanha. Ele foi desenhado para ser usado como microbicida vaginal a fim de evitar a transmissão do HIV durante o sexo.
Se o estudo da Fase I for bem-sucedido, ensaios maiores serão feitos e os pesquisadores preveem que o novo anticorpo, o P2G12, será combinado com outros em um microbicida que ofereça uma ampla proteção contra o HIV/Aids.
O ensaio é um marco para o projeto Pharma-Planta, lançado em 2004 com 12 milhões de euros (16,8 milhões de dólares) financiados pela União Europeia.
No momento, drogas caras -- como os tratamentos anticâncer da Roche Herceptin e Avastin -- são produzidas em culturas de células dentro de tanques de aço inoxidável.
Os defensores da agricultura molecular acreditam que as drogas feitas a partir de proteínas podem ser produzidas de forma mais eficiente e barata dentro de plantações geneticamente modificadas, uma vez que as plantas são produtoras de proteínas com uma relação custo-benefício extremamente positiva.
O coordenador do projeto, Julian Ma, professor de imunologia molecular da University of London, em St Georges, disse a jornalistas na terça-feira que a autorização para o ensaio clínico era um reconhecimento de que os anticorpos poderiam ser fabricados em plantas com a mesma qualidade dos produzidos nas fábricas.
O anticorpo em teste foi descoberto pela empresa privada de biotecnologia Polymun, da Áustria.

SUS : Diagnóstico de Hepatite B e C será em 30 min.

Médicos do SUS vão diagnosticar hepatites B e C em 30 minutos


Paciente que tiver resultado positivo para uma das hepatites deverá ser encaminhado para a rede de saúde. Com a confirmação da doença, o paciente pode iniciar o tratamento imediatamente

AGÊNCIA BRASIL

A partir de agosto, o Ministério da Saúde vai disponibilizar no Sistema Único de Saúde (SUS) testes rápidos para o diagnóstico das hepatites B e C . Com o novo exame, será possível identificar as doenças em, no máximo, 30 minutos.
De acordo com o ministério, os testes rápidos fazem parte dos exames de triagem. O paciente que tiver resultado positivo para uma das hepatites deverá ser encaminhado para a rede de saúde para completar o diagnóstico. Com a identificação da doença, o paciente pode iniciar o tratamento imediatamente.
Os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) das capitais serão os primeiros a receber o teste rápido. Depois, o exame será levado para as unidades básicas de saúde. O ministério irá investir R$ 10,6 milhões na compra de 3,6 milhões de testes.
A partir do dia 18 de julho, entram em vigor novas regras para o tratamento da hepatite C na rede pública de saúde. Entre elas, a que permite ao paciente continuar o tratamento por até 72 semanas sem a necessidade do aval de uma comissão médica, procedimento adotado anteriormente.



OS TIPOS DA DOENÇA


Folha de São Paulo
Hepatite A
Transmissão: por água ou alimentos contaminados, pode ser assintomática ou ter sintomas semelhantes aos da gripe comum
Tratamento: é controlada pelo próprio organismo. Há vacina
Hepatite B
Transmissão: contato sexual e sangue contaminado. Pode tornar-se crônica e causar cirrose e câncer
Tratamento: não tem cura, mas pode ser controlada com remédios. Há vacina
Hepatite C
Transmissão: por meio de sang ue contaminado. Torna-se crônica na maioria dos casos. Pode causar cirrose e câncer
Tratamento: remédios funcionam em 55% dos casos. Não há vacina
Hepatite D
Transmissão: só quem tem hepatite B pode ser contaminado pelo vírus tipo D. Pode causar cirrose e câncer
Tratamento: medicamentos semelhantes aos usados contra a hepatite B
Hepatite E
Transmissão: água ou alimentos contaminados por fezes e carne mal cozida
Tratamento: não existe um específico. Normalmente, é autoeliminada pelo organismo
Não viral
Causada por doenças crônicas, álcool, remédios e drogas


Impulsividade representa risco no trânsito

Impulsividade representa risco no trânsito, mas álcool e drogas são determinantes, dizem especialistas



Lilian Ferreira do UOL Ciência e Saúde  Em São Paulo

Relembre acidentes graves no trânsito

O caso do motorista do Porsche que, segundo relatos, trafegava a mais de 150 km/h em uma rua de São Paulo e matou uma pessoa no dia 9 de julho, suscitou uma discussão: uma personalidade impulsiva pode ser a responsável por este tipo de acidente? O motorista negou, em depoimento, que estivesse a esta velocidade.
Especialistas ouvidos pelo UOL Ciência e Saúde concordam que a personalidade impulsiva, ou de buscadores de sensações, representam um risco no trânsito, mas que o consumo de drogas e de álcool está muito mais ligado a acidentes como este. Ainda de acordo com depoimentos, o motorista apresentava claros sinais de embriaguez.
Para o neuropsicólogo Paulo Januzzi Cunha, que trabalha com a impulsividade e o uso de drogas, as pessoas que sempre buscam sensações para sentir prazer geralmente acabam provocando situações de risco para elas e para outras.
E, como diz a psicóloga especialista em trânsito, Ângela Coelho Moniz, o carro é um forte símbolo de poder em nossa sociedade. “Você se sente mais ou menos poderoso dependendo do carro que tem e se está em companhia de amigos ou não”.
Juntando as duas coisas, não é raro ver aqueles que arriscam suas vidas e a de outras pessoas correndo muito além dos limites de velocidade. “Mas para chegar a esta velocidade em uma pequena rua de São Paulo, o uso do álcool ou outras drogas pode ter sido determinante”, explica o neuropsicólogo.
Isso porque o álcool afeta a capacidade de julgamento, prejudica a memória e o tempo de reação. “Se o julgamento está prejudicado e a pessoa já tem tendência a buscar emoções, isso se exacerba. A capacidade de se colocar no lugar do outro, a empatia, desaparece”, lembra Moniz.
“Estudos têm revelado que o álcool e as drogas estão fortemente relacionados aos acidentes de trânsito”, conta Ana Paula Porto Noronha Fagundes, conselheira do Conselho Federal de Psicologia.
Eu sou impulsivo, e agora?
Ser um alto buscador de sensações é uma característica da personalidade, que indica que a pessoa sempre precisa de mais riscos e emoções para sentir prazer. O problema é quando isso passa a apresentar um risco não só pra ela, mas para as outras pessoas.
“Não é o mesmo do que a pessoa que gosta de correr de carro e vai a um autódromo ou uma pessoa que quer pular de paraquedas para sentir a adrenalina. Nestes casos, o indivíduo pode obter o prazer desejado, mas em um contexto adequado e com os riscos minimizados”, diferencia Cunha.
Soluções
Por isso, Cunha é taxativo ao afirmar que, para coibir tais acidentes que chocam o país, a legislação deve ser aplicada e fiscalizada. “É um absurdo que pessoas dirijam embriagadas, a falta de fiscalização é a responsável por estes acidentes”.
No penúltimo final de semana (de 8 a 10 de julho), a Polícia Militar de São Paulo voltou a fazer megaoperações de fiscalização da Lei Seca: 234 foram presos em flagrante por dirigirem sob efeito de álcool.
Para a psicóloga do trânsito, tanto aqueles com características mais impulsivas quanto a população em geral não cometem delitos por falta de informação e sim por falta de ‘consciência de seus atos’. “Eles sabem que está errado ultrapassar os limites, mas fazem assim mesmo. O autoconhecimento e o respeito ao outro é que devem ser estimulados para prevenir estes acidentes”.
O neuropsicólogo afirma que existem testes que podem analisar predisposição para comportamentos mais impulsivos e nocivos e que eles poderiam ser aplicados e servir de critério de rejeição ao dar a licença para dirigir.
Segundo Moniz, os testes existentes hoje ainda não são tão precisos para analisar os possíveis riscos no trânsito e há falta de uma definição do que é ser um bom condutor.
Avaliação psicológica para tirar carteira de motorista
A conselheira do Conselho Federal de Psicologia explica que para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação o candidato a motorista é submetido a uma avaliação psicológica pericial, para coleta de informações com o objetivo de conhecê-lo.
“No caso do trânsito, o psicólogo é levado a afirmar se o indivíduo é 'apto', 'inapto' ou 'inapto temporariamente' para conduzir um veículo. Ainda em relação à avaliação, a legislação brasileira determina que sejam investigados alguns indicadores nesta avaliação como, por exemplo, tomada de decisão e características de personalidade”.
Fagundes destaca que, apesar de a impulsividade não ser uma característica desejável para motoristas, na avaliação é feita uma investigação de vários aspectos que não se resumiriam a aplicação de um teste.
Procurado, o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) afirma que não estuda aumentar os testes psicológicos na obtenção da carteira de motorista, mas que irá analisar em setembro propostas do pacto de redução de acidentes trânsito.

SAIS DE BANHO : Nova droga alarma os USA

Droga de efeito devastador alarma médicos nos EUA


O Estado de S. Paulo – Caderno Vida
Conhecida como ''sais de banho'', mistura de substâncias desencadeia crises paranóicas e psicóticas, além de pressão alta
Denise Chrispim Marin - CORRESPONDENTE / WASHINGTON
Com o singelo rótulo de "sais de banho", uma droga devastadora, que entrou nos Estados Unidos há cerca de um ano, disseminou-se e agora alarma médicos por causa de seus efeitos psicóticos e paranóicos. Trata-se de uma mistura de substâncias jamais testada em humanos, cuja fórmula foi banida em 28 dos 51 Estados americanos, mas ainda não tem veto do governo federal.
Em 2010, a Associação Americana de Centros de Controle de Envenenamento (AAPCC, em inglês) registrou 303 pessoas atendidas em hospitais por contaminação pela droga. Esse total subiu para 3.470 no primeiro semestre deste ano.
"Se você misturar todos os piores efeitos da cocaína, do LSD, do PCP e do ecstasy terá um resultado comparável ao dos sais de banho", descreveu Mark Ryan, PhD em Farmácia e diretor do Centro de Envenenamento de Louisiana, ao Estado.
Em geral, a droga é fabricada com base em duas substâncias: a metilenodioxipirovalerona (MDPV) e a mefedrona. A primeira é uma substituta química da catinona, composto estimulante do khat, uma planta do norte da África cuja venda é ilegal nos EUA, mas usada em vários países como base de defensivos agrícolas ou repelente de insetos.
Apesar das proibições nos 28 Estados, o acesso à droga é fácil no país. Pode ser encontrada na internet, em lojas de conveniência e até entre os verdadeiros sais de banho, com sugestivos nomes: Pomba Vermelha, Seda Azul, Zoom, Nuvem Nove, Neve Oceânica, Onda Lunar, Céu de Baunilha e Furacão Charlie.
Mas seus preços os diferem dos sais despejados nas banheiras. Um pacote de 50 mg custa, em média, US$ 30 (R$ 47,40), mas pode chegar a US$ 100 (R$ 158). Segundo Ryan, 51% dos casos de contaminação por essa droga foram reportados na Louisiana. Porém, há registros preocupantes em todo o país. O Centro Regional de Envenenamento de Kentucky, por exemplo, anotou casos de pacientes "completamente fora da realidade" internados em hospitais depois do uso dos sais de banho.
Usuários têm sido levados aos prontos-socorros por comportamento violento, pressão sanguínea elevada, alucinações e crises paranóicas. Geralmente, são internados no setor psiquiátrico.
Fabricação: A droga é fabricada nos EUA com base em substâncias importadas de países como a China e a Índia. A agência antidrogas americana (DEA) baniu temporariamente cinco substâncias usadas na fabricação de maconha sintética enquanto não há uma lei definitiva.
Um senador da Pensilvânia pediu à DEA iniciativa similar para os produtos químicos dos sais de banho, mas não obteve resposta ainda. Outro, de Nova York, apresentou um projeto em fevereiro para classificar os sais de banho como droga de maior controle, ao lado da cocaína.
No continente europeu, a droga foi banida há cinco anos.