segunda-feira, 23 de julho de 2012

Tabagismo e transtornos mentais

TABAGISMO E TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS


Postado por D. Toledo - Psicoque? |Fonte: USP

Recente estudo publicado pela USP revela a forte relação do tabagismo e portadores de transtornos mentais. Segundo os pesquisadores, o tabagismo parece melhorar a cognição, o humor e a ansiedade por uma multiplicidade de efeitos reforçadores e a abstinência de nicotina pode exacerbar todos estes sintomas. A abstinência nicotínica também pode agravar alguns transtornos psiquiátricos, levar à recaída e aumentar os níveis sangüíneos de muitos medicamentos.

  

Está comprovado que a probabilidade de abandono do tabagismo é reduzida em pacientes com transtornos de depressão. O tabagismo pode, por exemplo, auxiliar na “automedicação” de sentimentos de tristeza ou humor negativo. Ou seja, os níveis de depressão podem influenciar, em uma relação de causalidade direta, os níveis subseqüentes de consumo de tabaco. Há evidências, ainda, de que o uso de nicotina interfere nos sistemas neuroquímicos (neurorreguladores como acetilcolina, dopamina e norepinefrina), que, por seu turno, afetam circuitos neurais, tais como mecanismos reforçadores associados à regulação de humor.

Já em portadores de esquizofrenia, o consumo de tabaco pode ser reflexo de processo de institucionalização, tédio e baixo controle dos impulsos dos portadores dessa doença. Esquizofrênicos relatam que fumar produz relaxamento, reduz a ansiedade e os efeitos colaterais de medicações. Como algumas medicações antipsicóticas acarretam efeitos desagradáveis, é possível que a alta prevalência de tabagismo observada em esquizofrênicos seja uma tentativa de reduzir os efeitos colaterais desses medicamentos. Além disso, o consumo de tabaco pode ainda melhorar a concentração, reduzir a hiperestimulação desagradável experimentada por esquizofrênicos e promover um dos poucos prazeres disponíveis para muitos portadores da doença.

A pesquisa aponta que alguns autores sugerem uma associação inversa entre consumo de tabaco e transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Há indícios de que a prevalência de tabagismo é menor em portadores desse transtorno em relação à população em geral e em comparação a outras populações psiquiátricas.

Portanto, o trabalho reconhece e confirma dados de pesquisas de natureza biológica, como o consumo de tabaco para alívio de efeitos colaterais de medicações e tentativa de automedicação dos sintomas da doença. Entretanto, segundo os fumantes entrevistados, a principal barreira para o abandono do tabaco parece ser o sentimento de desespero por ser portador de uma doença mental, a falta de esperança em recuperação e a necessidade de controle. Além disso, as desigualdades nas percepções e nos padrões de consumo de tabaco encontradas entre pacientes com diferentes transtornos mentais sugerem que a intervenção pode ser mais eficaz se o diagnóstico psiquiátrico for também levado em consideração durante o tratamento.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Notificação de uso de álcool e drogas por menor será obrigatória


Projeto cria notificação obrigatória de uso de álcool e drogas por menores




Página 20
Os estabelecimentos de saúde públicos ou privados que possuem serviço de pronto-atendimento serão obrigados a notificar todas as ocorrências que atenderem envolvendo crianças e adolescentes com o uso de álcool

Este é o teor de um projeto de lei do deputado Denilson Segóvia (PSC) que está para ser votado pela Aleac.

De acordo com Denilson, seu projeto visa a criar um banco de dados com alcance em todo o Estado do Acre para que possam ser implantadas políticas públicas de combate ao uso de drogas entre crianças e adolescentes. Segundo ele, qualquer projeto com este objetivo precisará contar com o respaldo de números precisos sobre a quantidade de pessoas que compõem o público alvo.

“Os dados serão sigilosos e utilizados apenas pelos pais ou responsáveis, autoridades policiais e judiciárias e o Conselho de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente”, explicou o deputado. Segundo ele, estas notificações permitirão uma visão clara e mapeada da problemática das drogas em meio a crianças e adolescentes e, assim, dar embasamento às políticas públicas.

Hábitos na adolescência que provocam hipertensão na vida adulta


Estudo identifica os principais hábitos na adolescência que provocam hipertensão na vida adulta




Veja

Pílulas anticoncepcionais, álcool e ingestão exagerada de sal antes dos 17 anos pode aumentar o risco de uma pessoa ter doença isquêmica do coração e AVC.

O estilo de vida de um adolescente pode determinar um maior risco de doenças cardiovasculares na vida adulta. Uma pesquisa australiana concluiu que fazer uso de pílulas anticoncepcionais, consumir bebida alcoólica, ingerir muito sal e ter um elevado índice de massa corporal (calcule aqui o seu IMC) na juventude são os principais causadores de hipertensão entre indivíduos mais velhos. O estudo foi publicado nesta quarta-feira no periódico European Journal of Preventive Cardiology.

Uma equipe da Universidade da Austrália Ocidental acompanhou 1.771 pessoas desde o nascimento até os 17 anos de idade. Ao longo desse período e por diversas vezes, os participantes foram questionados sobre prática de atividade física, consumo de álcool, tabagismo, uso de medicamentos — inclusive de contraceptivos orais — e hábitos alimentares. A pressão arterial, o peso e a altura desses indivíduos também foram calculados. Ao final da pesquisa, 24% dos participantes eram hipertensos ou pré-hipertensos e 34% tinham sobrepeso.

Entre o sexo masculino, uma maior pressão arterial aos 17 anos foi associada principalmente a um maior IMC, à alta ingestão de sal e ao consumo de álcool quando mais jovens. Além disso, aqueles que praticavam atividade física regularmente foram os que apresentaram os melhores resultados de pressão arterial. Já em relação ao sexo feminino, pílulas anticoncepcionais tomadas na adolescência, além de também um aumento do IMC nessa fase, foram os principais responsáveis pelo aumento da pressão arterial na vida adulta.

De acordo com os pesquisadores, a maior pressão arterial provocada por tais hábitos afetou especialmente o risco de doença isquêmica do coração e de acidente vascular cerebral (AVC) desses indivíduos. “Os adolescentes precisam estar cientes de que o estilo de vida adotado na juventude, especialmente em relação à alimentação, ao alcoolismo e ao sedentarismo, podem ter consequências adversas na vida adulta, já que seus efeitos são cumulativos. Os profissionais de saúde devem alertar essas consequências aos jovens e monitorar regularmente a pressão arterial deles”, diz Chi Le-Há, pesquisador que coordenou o trabalho.

Projeto de Lei proíbe bebidas alcoólicas em festas infantis


Projeto de Lei proíbe bebidas alcoólicas em festas infantis




Amazônia Brasil

Relação da criança com o álcool preocupa o senador Capiberibe.

O senador João Capiberibe (PSB/AP) deu entrada num projeto de Lei junto à Secretaria Geral da Mesa do Senado para a proibição da venda e do serviço de bebida alcoólica em festas de crianças e adolescentes. A proposta, apresentada nesta quinta-feira, 12, altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente.

De acordo com o texto apresentado, no Brasil, a relação da criança com o álcool tem se dado precocemente, em ambientes que, inclusive, são até sua própria comemoração de aniversário. “De festa em festa, a criança vai associando alegria e confraternização com a bebida. Já na adolescência, a facilidade de acesso e a normalidade do convívio com o álcool aproximam o jovem do vício, e isto é preocupante” – destaca.

Para João Capiberibe, a preocupação dos pais com o álcool deve ser igual à apreensão com qualquer outra droga. Além de ter efeito lento e cu mulativo no organismo, a bebida é porta de entrada para outras substâncias químicas. “Cabe, portanto, aos pais e responsáveis impor limites para si e para os filhos” – afirma.

O senador espera contar com o apoio dos demais parlamentares para a aprovação do projeto, que deverá ser encaminhado às Comissões.