quarta-feira, 22 de junho de 2011

A arte imita a vida.

O cinema vai à terapia

Filmes que abordam doenças são utilizados por médicos como ferramenta terapêutica com pacientes

Fernanda Aranda, iG São Paulo

Primeiro, foram as doenças mentais que aguçaram diretores e invadiram os enredos dos filmes. Agora, é o cinema que vai à terapia para ajudar no tratamento dos espectadores.

Ainda que a dependência química, por exemplo, seja fio condutor tanto da interpretação do ator de Hollywood quanto do homem comum que acabou pedindo esmola no semáforo, os especialistas sabem que é mais rápido – porém não menos doloroso – olhar no espelho e enxergar uma celebridade que frequenta o tapete vermelho do que atestar semelhança com um mendigo maltrapilho.

 “Os filmes são ferramentas terapêuticas porque são excelentes mecanismos de identificação”, afirma a psiquiatra e amante da sétima arte, Fátima Vasconcellos. Ela que é coordenadora do departamento de psicoterapia da Associação Brasileira de Psiquiatria diz que os enredos cinematográficos fazem "cair a ficha" da família e do portador sobre transtornos psíquicos da vida real.

“Muitas pessoas só descobriram o transtorno obsessivo compulsivo (TOC) quando o problema foi interpretado por Jack Nicholson em Melhor é Impossível (filme de 1997). Outros tiveram consciência sobre a esquizofrenia com Russell Crowe em uma Mente Brilhante (2001)”, lembra a psiquiatra. “São dois exemplos bárbaros que viraram demanda para o tratamento e discussão. Saíram do anonimato, o que é o primeiro passo para combater preconceito e diagnóstico tardio”, completa.

Os aclamados “Cisne Negro” e “O Vencedor” são candidatos ao Oscar deste ano. Ainda que não ganhem as estatuetas douradas, os filmes já conquistaram a atenção dos terapeutas. O primeiro por abordar o exagero da busca pelo perfeccionismo da bailarina. O segundo por trazer o crack para as telonas.

“Não vejo a hora de ‘o Vencedor’ estar disponível em DVD para levá-lo para a terapia de grupo”, diz a psiquiatra especializada em álcool e drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Alessandra Dihel.
Adepta e entusiasta da chamada “videoterapia”, Alessandra diz que a utilização do cinema como suporte terapêutico não só promove a discussão como ajuda os próprios especialistas a identificarem fragilidades que podem culminar em recaídas.
“Já assisti aos filmes inúmeras vezes (ela lista mais de 20 como sugestões), sei os diálogos de cor e salteado, mas sempre ao final deles algum paciente me surpreende com uma avaliação que eu nunca tinha tido”, comenta a médica. “É neste contexto que aparecem as fragilidades, as relações conflituosas, os assuntos não superados. São reações que direcionam qual caminho seguir e trabalhar na terapia individual”, diz.

“Meu nome não é João”
Estas sensações, por vezes inesperadas, dos pacientes/espectadores é o que faz os especialistas recomendarem as “sessões terapêuticas” sempre acompanhadas de respaldo médico. O filme Meu nome não é Johnny é emblemático para esta importância, diz Alessandra Diehl.
Os “Joãos” da vida real, quando assistem ao longa brasileiro, são muito tocados pela transformação que o tráfico pode fazer na vida de qualquer um, inclusive de alguém da classe média. Mas a overdose de cenas que mostram a cocaína como protagonista incomoda. “Principalmente os pacientes do sexo masculino costumam reagir com sensações de fissura ou que despertam síndrome de abstinência. É um aspecto que precisa ser trabalhado.” 
Caminho inverso
Por saber que cada pessoa é sensibilizada de formas distintas pelos filmes é que a psicóloga do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graac), prefere fazer o caminho inverso na utilização terapêutica do cinema. Os tumores malignos também são freqüentes nos enredos – como exemplo temos Lado a Lado, Doce Novembro, Antes de Partir e Invasões Bárbaras - e, em maioria,quando o câncer entra em cena não é retratado de forma científica e sem perder o caráter comercial, adverte Renata.

“Este motivo faz com que, em nenhum momento, a indicação de um filme seja um padrão terapêutico”, diz a especialista do Graac. “Na clínica até abordamos os conteúdos dos filmes seja desde que os pacientes ou os familiares tragam esta demanda. Isso não é proposto pelo psicólogo até porque as reações pessoais são imprevisíveis.”
A ressalva feita pela especialista é que o que poderia ser só um mecanismo de identificação pode tornar-se um gatilho de mais estresse para o paciente e familiares já fragilizados.
1. Ray
2. Gia
3. Meu nome não é Johnny
4. Cazuza: o tempo não para
5. Elvis
6. Piaf
7. Despedida em Las Vegas
8. Quando um homem ama uma mulher
9. 28 dias
10. Profissão de Risco
11. Diário de um adolescente
12. Últimos dias
13. Cristiane F
14. Garrincha
15. Farrapo Humano
16. O Milagre da Rua Central
17. Réquiem para um sonho
18. A Vida Intima de Pipa Lee
19. Tina
20. É proibido Fumar
21. Trainspotting
22. Traffic
23. Drugstore Cowboy
24. Maria Cheia de Graça
25. Beleza Americana
26. Spun- sem limites
27. Dançando como loucos
28. Candy
29. Pulp Fiction - Tempo de Violência
30. Dois perdidos em uma noite suja

domingo, 19 de junho de 2011

Álcool e remédios : interação perigosa.

Interações perigosas


Saiba quais são as possíveis consequências da mistura de álcool com remédios
Folha de São Paulo - MARIANA VERSOLATO DE SÃO PAULO

Por precaução, a maioria dos médicos recomenda evitar a combinação de bebida e remédios. Mas não são todos os medicamentos que, misturados ao álcool, causam efeitos colaterais.
Segundo Patricia Moriel, professora do curso de farmácia da Unicamp e responsável pelo grupo de farmácia clínica, apenas 17% dos remédios podem causar danos ao ser consumidos com álcool. Desse total, 15% podem causar interações graves, com risco de morte.

O problema, diz a também farmacêutica Amouni Mourad, é que há remédios que interagem com álcool nas principais classes de drogas, e cada organismo reage de forma diferente à mistura.
"Na dúvida, deve-se optar pela segurança de não consumir álcool usando medicamentos", afirma Mourad, que é assessora técnica do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo.
Segundo um estudo italiano de 2002, com 22.778 adultos, o uso moderado de álcool está associado ao aumento de 24% no risco de reações adversas a medicamentos.
Os efeitos foram mais frequentes nas mulheres do que nos homens. Os mais comuns foram problemas gastrointestinais, seguidos por complicações hormonais, alergias e arritmias cardíacas.

ANTIBIÓTICOS 
Mesmo assim, os médicos afirmam que o consumo ocasional de bebida e em pequena quantidade (uma lata de cerveja ou uma taça de vinho) traz menos risco de efeitos colaterais com remédios. Incluindo os antibióticos.

"Essa história de que o álcool corta o efeito do antibiótico é lenda. Se você toma o remédio de manhã ou à tarde, não há problema em beber uma dose à noite. O grande risco está no exagero", diz Antônio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.

Mas, segundo Arthur Guerra, psiquiatra do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, não é muito lógico usar a energia do corpo debilitado pela infecção ou inflamação para metabolizar a bebida.

A maioria dos antirretrovirais usados para combater o vírus HIV também não interage com álcool.
"É melhor garantir a adesão ao tratamento do que insistir para o paciente não beber", diz Moriel, da Unicamp.

A combinação mais perigosa do álcool é com antidepressivos e calmantes, que agem no cérebro.
No caso de calmantes benzodiazepínicos, o álcool pode causar insuficiência respiratória e aumentar o efeito sedativo e o risco de coma.


LEMBRE-SE:
No caso do tratamento da dependência de drogas o paciente não deve arriscar a mistura com o álcool, pois a maioria destes medicamentos age no cérebro, portanto deve-se optar pela abstinência para prevenir riscos, e lógico que se um paciente é alcoolista, não poderá de modo algum tomar nenhum gole de álcool.

sábado, 18 de junho de 2011

Tratamento GRATUITO para usuários/ dependentes químicos

Relação de Centros de Atenção Psicossocial – CAPS

TRATAMENTO GRATUITO : CAPSad - é o local indicado para o tratamento gratuito da dependência química no Brasil, pois é obrigatório ter uma equipe multiprofissional para atender o usuário/dependente e seus familiares.

Equipe multiprofissional obrigatória em um CAPSad: clínico geral, psiquiatra, psicóloga, enfermeira, terapeuta ocupacional, assistente social, educador físico e auxiliar de enfermagem. 
  
"Os CAPS foram criados para ressocialização de usuários do sistema de saúde mental -, hospitais públicos e hospitais conveniados ao SUS
Ministério da Saúde

Todos os CAPS são mantidos pelo governo Federal- Ministério da Saúde - a verba é repassada para os municípios e administrado pelas prefeituras das cidades.

Para o atendimento na maioria dos CAPSad não é necessário encaminhamento, basta procurar o CAPSad mais perto da sua residência no site ou na relação abaixo.


Todos os endereços dos Centros de Atenção Psicossocial - CAPS -Saúde Mental Infantil e Adulto e os CAPSad do Brasil estão nesse site do Ministério da Saúde.

Todas as regiões do Brasil por ordem alfabética: http://www.ccs.saude.gov.br/saudemental/capsacre.php


Relação dos CAPsad na cidade de São Paulo, dividida por bairros:

Telefone antes de ir para obter informações!

·         CAPSad da UNIFESP
·         Rua Napoleão de Barros, 1038 - Vila Clementino
CEP: 04024-003 - São Paulo - SP
Tel: (11) 5549-2500
·         CAPSad
·         Rua Desembargador Rodrigues Sette, 111- Jardim Peri
CEP: 02634-070 - São Paulo - SP
Tel: (11) 2232-4770
·         CAPSad Capela do Socorro
·         Rua Padre José Garzoti, 545 - Cidade Dutra
CEP: 04806-000 - São Paulo - SP
Tel: (11) 5667-6277
·         CAPSad Itaquera
·         Rua Corre Corre, 30A - Conjunto AE Carvalho
CEP: 08225-550 - São Paulo - SP
Tel: (11) 3756-3011/ 3756-1948
·         CAPSad Jabaquara
·         Praça Barão de Japurá, 1 - Jabaquara
CEP: 04313-160 - São Paulo - SP
Tel: (11) 5011-1583
·         CAPSad Mooca
·         Rua Jaibarás, 251 - Mooca
CEP: 03163-040 - São Paulo - SP
Tel: (11) 2694-6364
·         CAPSad Pinheiros
·         Rua Nicolau Gagliardi, 439 - Pinheiros
CEP: 05429-010 - São Paulo - SP
Tel: (11) 3816-3959
·         CAPSad Santo Amaro
·         Rua Bela Vista, 269 - Santo Amaro
CEP: 04709-000 - São Paulo - SP
Tel: (11) 5523-3566 / 5522-4833
·         CAPSad Vila Mariana
·         Av. Ceci, 2101 - Vila Mariana
CEP: 04065-004 - São Paulo - SP
Tel: (11) 2275-3432
·         CAPS Unidade Comunitária de Álcool e Drogas - Americanópolis
·         Rua - Americanópolis
São Paulo - SP
Tel: (11) 
·         CAPS Unidade Comunitária de Álcool e Drogas – Jardim Nélia
·         Rua Valente de Novaes, 51 - Jardim Nélia
CEP: 08120-420 - São Paulo - SP
Tel: (11) 2561-8085 / 25618015
·         CAPSad Centro
·         Rua Frederico Alvarenga, 259 - Parque D.Pedro II
CEP: 01020-030 - São Paulo - SP
Tel: (11) 3241-0901 / 3241-0800 / 0800-7713163
·         CRATOD - CAPSad São Paulo
·         Rua Prates, 165 - Bom Retiro
CEP: 01121-000 - São Paulo - SP
Tel: (11) 3329-4467 /3324-4455
·         CAPSad Penha
·         Praça Nossa Senhora da Penha, 55 - Penha
CEP: 03632-010 - São Paulo - SP
Tel: (11) 2293-5008
·         CAPSad Ermelino Matarazzo
·         Rua Sampei Sato, 444 - Jardim Matarazzo
CEP: 03814-000 - São Paulo - SP
Tel: (11) 2943-9276
·         CAPSad São Mateus
·         Rua Joaquim Gouvea Franco, 150 - Cidade São Mateus
CEP: 03961-020 - São Paulo - SP
Tel: (11) 2019-8143 / 2010-8146
·         CAPSad - Casa Azul Pirituba
·         Rua Lino Pinto dos Santos, 203 - Jardim Felicidade
CEP: 05143-000 - São Paulo - SP
Tel: (11) 3835-2905
·         CAPSad Jardim Ângela
·         Av. Ivirapema, 41 - Jardim Ângela
CEP: 04941-010 - São Paulo - SP
Tel: (11) 5833-2831

Clínicas Psicológicas com atendimento GRATUITO em SP

Clínicas para atendimento psicológico gratuito em São Paulo divididas por bairros, para várias necessidades:
Atendimento infantil e adulto, maioria das Clínicas solicitam um encaminhamento médico do SUS. Portanto, telefone antes de ir para ver o procedimento de cada uma.(O telefone pode mudar no decorrer do tempo, procure se atualizar pelos sites)


Tratamento específico de usuários de drogas ou dependentes não são nesses endereços, o tratamento gratuito são em CAPs ad (álcool e drogas). Procure na relação de CAPs (aqui no blog) o que está mais próximo de sua residência.


ALPHAVILLE
Clínica Psicológica Objetivo- Universidade Paulista
Alameda Amazonas, 492
Telefone-4191-1078

ACLIMAÇÃO
Clínica Psicológica Objetivo- Universidade Paulista
R-Apeninos, 294
Telefone-3341-4250

ALTO DA LAPA
CEAF- Centro de Estudos e Orientação da Família
R-Japuanga, 235
Telefone-3022-9596

BUTANTÃ
Clínica Psicológica da USP
Av-Prof Lúcio Martins Rodrigues Travessa 5 Bloco 21
Telefone-3031-2420/ 3091-4281

CANTAREIRA
Clínica Psicológica Objetivo- Universidade Paulista
Av-Inês, 4740
Telefone-2231-2914

CENTRO
Clínica Psicológica Mackenzie
R-Maria Antônia, 358 1 andar
Telefone-3256-6217/3256-6827

IPIRANGA
Clínica Psicológica São Marcos
R-Clovis Bueno de Azevedo, 176
Telefone-3491-0500/274-5711

ITAQUERA
Clínica Psicológica Universidade Camilo Castelo Branco
R-Carolina Fonseca, 357
Telefone-2170-0188/ 2170-0199

MÓOCA
Clínica de Psicologia Aplicada-Universidade São Judas Tadeu
R-Marcial, 45
Telefone-2099-1831
Associação Damas Salesianas
R-Tabajaras, 556
Telefone- 2604-7622

PARAÍSO
Clínica Paulistana de Psicologia
R-Correa Dias, 93 (ao lado do metrô Paraíso)
Telefone-5549-6593

PACAEMBÚ
CEP-Centro de Estudos Psicanalíticos
Rede de atendimentos profissionais em diferentes regiões em São Paulo
R-Almirante Pereira Guimarães, 378
(triagens neste endereço e posterior encaminhamento)
Telefone-3872-2217

PERDIZES
Clínica Psicológica “Sedes Sapientiae”
R-Ministro de Godoi, 1484
Telefone: 3866-2735 para inscrição p/ triagem
Telefone:3866-2757 p/ vítimas de violência
Clínica Psicológica da PUC
R-Monte Alegre, 961
Telefone- 3670-8040
INEF-Instituto de Estudos e Orientação da Família
R-Traipu, 66
Telefone-3667-8688

PINHEIROS
IPQHC- Instuto de Psiquiatria do HC
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 785
Telefone-3069-6277

POMPÉIA
Clínica Psicológica Objetivo- Universidade Paulista
R-Carlos Vicari, 124
Telefone-3662-5255

SANTO AMARO
Clínica Psicológica da FMU
Av-Sto Amaro, 1239
Telefone-3842-5377
UNISA
Rua Humboldt, 29
Telefone- 2141-8870.

SÃO BERNARDO DO CAMPO
Universidade Metodista
R-Dom Jaime de Barros Câmara, 1000
Telefone-4366-5358

TATUAPÉ
Clínica Psicológica São Marcos
R-Coelho Lisboa, 334 (ao lado do metrô Tatuapé)
Telefone-2193-3131 ramal 5909
Clínica Psicológica Objetivo- Universidade Paulista
R-Vitório Ramalho, 154
Telefone-2941-2075

VILA MARIANA
Centro de Referência da Infância e da Adolescência- CRI
R-Coronel Lisboa, 60
Telefone-5082-3961
ABPS-Associação Brasileira de Psicodrama e Sociodrama
Rua Eça de Queiroz, 220
Telefone-5571-2602/ 5575-5994
Faculdade de Ciências de Saúde-FACIS
Rua D. Carolina, 82 – Vila Mariana