quinta-feira, 16 de junho de 2011

Liberada a Marcha da Maconha

STF libera Marcha da Maconha por unanimidade


STF libera Marcha da Maconha por unanimidade
Decisão não legaliza uso de drogas, afirmam os ministros da Corte. Procuradoria-geral propôs ação em defesa da liberdade de expressão

G1/GLOBO.COM

O Supremo Tribunal Federal (STF) garantiu nesta quarta-feira (15) o direito de cidadãos realizarem manifestações pela legalização de drogas em todo o Brasil. Por unanimidade dos oito ministros que participaram do julgamento, o STF decidiu que, a partir de agora, a Justiça não poderá proibir protestos e eventos públicos, como as marchas da maconha.
A Corte julgou ação proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que defende o direito a manifestações pela descriminalização das drogas, sem que isso seja considerado apologia ao crime.
Saiba mais
Justiça do DF barra a Marcha da Maconha em Brasília.

Só no último mês, as marchas foram vetadas por decisões judiciais em pelo menos nove capitais brasileiras, com base no argumento de que esses protestos fariam apologia ao uso de drogas, que é crime previsto em lei.
A decisão do Supremo teve como base o direito, garantido na Constituição, de expressar ideias e se reunir para debater sobre elas.
O relator do caso, ministro Celso de Mello, defendeu a liberdade de se manifestar desde que seja pacífica e não haja estímulo à violência.
Mello defendeu chamadas marchas da maconha que, para ele, não fazem apologia às drogas, apenas promovem um debate “necessário”.
“No caso da marcha da maconha, do que se pode perceber, não há qualquer espécie de enaltecimento defesa ou justificativa do porte para consumo ou tráfico de drogas ilícitas, que são tipificados na vigente lei de drogas. Ao contrário, resta iminente a tentativa de pautar importante e necessário debate das políticas públicas e dos efeitos do proibicionismo”, argumentou.
Em seu voto, Mello lembrou, no entanto, que se manifestar em favor da legalização das drogas não quer dizer que, durante as marchas pró-maconha, seja liberado o consumo de drogas. Por mais de uma vez, ele deixou claro que o tribunal não está “legalizando o uso de drogas”.
“A proteção judicial não contempla, e nem poderia fazê-lo, a criação de um espaço público imune à fiscalização do estado. Menos ainda e propugna que (...) os manifestantes possam ocorrem em ilicitude de qualquer espécie como, por exemplo, consumir drogas. (...) O STF está apenas assegurando o exercício de duas liberdades fundamentais: o direito à reunião e à liberdade de pensamento. O Supremo não está legalizando o uso de drogas”, afirmou.
A ministra Cármen Lúcia citou a “criatividade” dos manifestantes para debater o assunto, mesmo diante das proibições. Em algumas marchas, a palavra “maconha” foi trocada por “pamonha” e os atos transformados em protestos pela liberdade de expressão.
“A liberdade é mais criativa do que qualquer algema que se possa colocar no povo. (...) Alguns avanços se fazem dessa forma, postulando algo que neste momento é tão grave e com o tempo passa a ser normal para todo mundo. Tenho profundo gosto pela praça porque a praça foi negada a nossa geração”, afirmou a ministra ao fazer referência a proibição de manifestações públicas durante o regime militar (1964-1985).
Ressalva
Ao defender o direito de protestar sobre esse assunto, o ministro Luiz Fux fez uma advertência. Para ele, crianças e adolescentes não poderiam participar de manifestações, como as marchas da maconha.
“Não é adequado que crianças e adolescente cuja autonomia é limitada sejam compelidos a participação ativa no evento. O engajamento de menores em movimentos dessa natureza, expondo deles a defesa ostensiva do consumo legalizado de entorpecentes, no meu modo de ver, interfere no processo de formação de sua autonomia”, afirmou o ministro.
Julgamento
Na primeira parte do julgamento, os ministros rejeitaram pedido feito pela Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos (Abesup) para legalizar o cultivo doméstico da planta da maconha e seu uso para fins medicinais e religiosos.
A vice-procuradora-geral da República Deborah Duprat, responsável pela ação, defendeu a importância de que o Supremo se pronuncie definitivamente sobre o assunto. Segundo ela, os as leis anteriores à Constituição de 1988 devem ser reinterpretadas de acordo seus princípios.
“A primeira grande objeção é supressão da visão positivista de que aos textos são unívocos, de que as palavras se colam às coisas de modo definitivo. O que está em debate é a liberdade de expressão como uma dimensão indissociável da dignidade da pessoa humana. Não cabe ao estado fazer juízo de valor sobre a opinião de quem quer que seja”, afirmou a vice-procuradora.
A liberdade de debater a legalização de drogas em atos públicos também foi defendida no plenário do STF pela Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos (Abesup) e pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM).
O advogado da Abesup Mauro Chaiben defendeu a necessidade de discutir, por exemplo, o benefício da redução da criminalidade no caso de legalização dessas substâncias. Para ele, até a dependência causada pela maconha poderia ser reduzida se a droga fosse consumida em sua forma “pura e simples, sem a energia negativa do tráfico”.
“O modelo proibicionista criou novas drogas ainda mais danosas. A liberdade de expressão há de prevalecer justamente para proporcionar esse debate que aqui apresento”, afirmou Chaiben.
Para o advogado do IBCCRIM, Luciano Feldens, a restrição ao direito de manifestação e reunião só poderia ser admitida num estado de sítio, que não é a situação do Brasil.
“Inexistiria qualquer razão para que a liberdade de expressão fosse alçada à condição de direito se ela protegesse exclusivamente o direito a manifestações compartilhadas pela ampla maioria da sociedade”, afirmou Feldens.

Pais poderão responder criminalmente por filho menor na Cracolândia.

Rio quer responsabilizar pais de jovens da cracolândia

Diário do Grande ABC

Duas mulheres grávidas foram recolhidas nesta manhã durante operação para retirar moradores de rua da chamada "cracolândia" do Morro do Cajueiro e também de pontos de consumo da droga em Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro.
Ao todo, agentes da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas), policiais civis e militares recolheram 90 pessoas: 84 adultos e seis crianças e adolescentes.

Após a operação de hoje, o secretário de Assistência Social, Rodrigo Bethlem, e a titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Valéria Sadio, anunciaram que vão buscar a responsabilização criminal dos pais das crianças que forem encontradas nas cracolândias. Assim, eles poderão responder criminalmente por abandono "material e intelectual de seus filhos".

Segundo a Smas, os agentes enfrentaram resistência durante a ação e precisaram contar com o apoio policial. "Um educador social levou uma cabeçada de um homem retirado da rua, mas a polícia interveio e conseguiu conter o cidadão", informou. Há cerca de 15 dias, durante operação semelhante na Favela do Jacarezinho, também na zona norte, duas granadas foram arremessadas contra os profissionais. Os artefatos explodiram, mas ninguém ficou ferido.

De acordo com a Smas, após identificação na polícia, todos os recolhidos serão conduzidos para unidades da rede socioassistencial. No caso das crianças e adolescentes, há também uma análise feita por médicos e psicólogos para avaliar a necessidade de "internação compulsória". Se detectada a dependência química, o jovem será mantido na unidade da Smas mesmo contra a vontade dele ou do familiar. A operação de hoje foi a 13ª, desde 31 de março - a segunda no Cajueiro. No total, 932 pessoas foram recolhidas: 747 adultos e 185 crianças e adolescentes.

   

Enfrentamento ao Crack: Diadema lança projeto

Diadema lança Plano de Enfrentamento ao Crack

Diário do Grande ABC

A Prefeitura de Diadema lançará amanhã, às 16h, o Plano de Enfrentamento ao Crack, com presença do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no Teatro Clara Nunes.

 O projeto consiste na implementação de política de redução de danos para os usuários da droga. Para tanto, todas as secretarias foram envolvidas, para atuarem de maneira integrada, e uma campanha foi elaborada com o slogan A droga é uma roubada fácil de entrar, mas difícil de sair. Para reforçar o trabalho, foi criada cartilha com o mesmo nome, que será distribuída em Unidades Básicas de Saúde, escolas e entidades, entre outros.

A partir de julho, usuários de crack já sentirão as ações do plano. Uma delas é a instalação de dois consultórios de rua, que chegarão nos locais onde a droga é consumida.

"O objetivo é fazer contato e oferecer apoio, como banho e comida. Eles perdem o vínculo e as referências. Ações como essa têm sido mais eficazes do que a internação. Depois de recuperados, voltam às ruas. É preciso tratá-los em seu ambiente", explicou a secretária Aparecida Linhares Pimenta, de Saúde.

O Caps-AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas), que atualmente funciona das 8h às 17h, manterá portas abertas durante 24 horas, com seis leitos disponíveis.

Outro ponto abordado no programa é a capacitação dos funcionários da rede municipal para atendimento aos usuários. Além dos profissionais da Saúde, serão capacitadas equipes da Assistência Social, Esporte e Cultura.

"Queremos encaminhá-los (usuários) para os programas existentes na rede, pois é preciso tratá-los com respeito. O preconceito é o grande vilão na adoção da política de redução de danos", disse a secretária. Outro eixo do trabalho será a prevenção com crianças e adolescentes, nas escolas.

Para sensibilizar mais a população e fazer com que a mensagem chegue aos jovens, o grafiteiro Antonio Souza Neto, o Tota, levou para as ruas as mensagens da campanha.

Um levantamento feito no Caps-AD apontou que 49% dos usuários têm entre 21 e 30 anos, a maioria (63%) são do sexo masculino e o crack é a segunda droga mais consumida. Em 2009 e 2010, foram cadastrados 4.539 prontuários. Destes, 1.017 continuam em atendimento atualmente. A cada dia, dez novos casos surgem no centro.

Polêmica: Internação involuntária de dependentes pode virar projeto de lei.

Câmara dos Deputados começa a debater internação involuntária de dependentes químicos


Zero Hora
Proposta permite que médicos determinem o tratamento compulsório, medida que hoje é exclusiva da Justiça

 A luta contra o consumo de drogas ganha um componente polêmico a partir desta quarta-feira, quando a Câmara dos Deputados começa a discutir um projeto de lei que prevê a internação involuntária de dependentes.
De autoria do deputado gaúcho Osmar Terra (PMDB), a proposta abre margem para que médicos determinem o tratamento compulsório, prerrogativa que hoje é exclusiva da Justiça.

O texto será votado na Comissão de Seguridade Social e Família. Depois, precisará passar por outras três comissões antes de chegar à análise final em plenário, o que está previsto para ocorrer até o fim do ano. No entanto, a medida já divide opiniões. 

Enquanto juristas apontam inconstitucionalidade no projeto, médicos que atuam com dependentes defendem a necessidade de um tratamento cada vez mais precoce, principalmente no caso de viciados em crack.

De acordo com Terra, a internação prevista na lei teria o aval da família e seria por um prazo médio de 15 dias, período suficiente para a desintoxicação dos usuários. O parlamentar argumenta que, na maioria das vezes, os dependentes só aceitam ajuda médica quando já estão dominados pela droga.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Reportagem sobre a ação da polícia na Cracolândia de SP


Reportagem exibida pelo jornal Bom Dia Brasil- Rede Globo - no dia 13/06/2011. Mostra a ação da polícia na Cracolândia SP. Explicam a fabricação das drogas  OXI, HULK e CAPITÃO AMÉRICA novas versões do CRACK como uma jogada de marcketing dos traficantes para venderem mais drogas com preços diferenciados, como aliás já sabíamos desde metade de maio, data que postei a matéria Oxi X Hulk e Capitão América.


Ao menos uma coisa todos os entrevistados concordaram: o dependente precisa ser tratado!


Boa reportagem, porém com uma tônica policial e investigativa. Vale como curiosidade.

domingo, 12 de junho de 2011

Cuidado: engolir pedras de Crack causa overdose.

Jovem tem overdose após engolir pedra de crack em Minas Gerais

Adolescente de 15 anos foi parada na rua pela Polícia Militar quando estava com rapaz que levava 35 pedras da droga

AE- Agenda Estado| 12/06/2011 14:45


Uma adolescente de 15 anos teve uma overdose após engolir uma pedra de crack durante uma blitz da Polícia Militar na madrugada deste domingo, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.
Segundo a assessoria da Polícia Militar, a jovem foi parada pela Polícia Militar por volta de 3h da madrugada, quando passava por uma rua da cidade com um rapaz de 20 anos. O jovem estava com 35 pedras de crack. Os dois eram conduzidos para a delegacia quando a adolescente começou a passar mal. Ela confessou que havia engolido uma pedra de crack.
Os policiais levaram a adolescente para a Unidade de Atendimento Imediato Sete de Setembro, também em Betim, onde os médicos constataram a overdose.
A menina foi medicada e passa bem. O rapaz que estava com ela foi preso e encaminhado para a delegacia da cidade.

sábado, 11 de junho de 2011

Maconha todo dia afeta o cerébro

Fumar maconha todo dia afeta a química do cérebro


Substâncias da erva alteram memória, coordenação, apetite e até o prazer
R7 - 10/06/2011
Exames de imagens mostraram que o uso diário da maconha pode ter um efeito negativo sobre o cérebro. No estudo, os pesquisadores do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas dos Estados Unidos revelou que o uso crônico da droga provocou uma diminuição no número de receptores envolvidos em uma ampla variedade de importantes funções mentais e corporais, incluindo a concentração, coordenação motora, o prazer, a tolerância a dor, memória e apetite.

A maconha, também conhecida como cannabis, é a droga mais usada nos Estados Unidos, de acordo com o instituto. Quando fumada ou ingerida, a droga química psicoativa ativa os inúmeros canabinoides - receptores específicos que captam as substâncias encontradas na maconha - no cérebro e em todo o corpo, que influenciam diferentes estados mentais e ações da pessoa que a usou.

Um dos dois tipos conhecidos de receptores de canabinoides, o chamado CB1, é encontrado no sistema nervoso central.

Para se chegar a esse resultado, os pesquisadores compararam os cérebros de 30 fumantes crônicos de maconha, ou seja, que fumam diariamente, com não-fumantes, ao longo de quatro semanas.

Por meio de imagens dos cérebros dos participantes, os pesquisadores conseguiram visualizar que os receptores CB1 dos fumantes de maconha já haviam diminuído cerca de 20% em comparação com as pessoas saudáveis, explica Jussi Hirvonen, um dos pesquisadores.

- Com este estudo, fomos capazes de mostrar pela primeira vez que as pessoas que abusam da maconha têm anormalidades dos receptores de canabinoides no cérebro.

Ao refazerem os testes com 14 dos fumantes, que passaram por um mês de abstinência, os cientistas encontraram um aumento significativo na atividade do receptor em áreas que estavam deficientes no início do estudo. Com isso, os pesquisadores sugerem que os efeitos adversos do uso crônico de maconha são reversíveis.

- Essa informação pode ser fundamental para o desenvolvimento de novos tratamentos contra o abuso da maconha

terça-feira, 7 de junho de 2011

Vote na enquete!

 Olá,


Estou fazendo uma pesquisa e gostaria muito que você deixasse a sua opinião sobre a regularização da Maconha, votando na ENQUETE deste Blog. O voto é anônimo.
Muito obrigada.
Abraço.

sábado, 4 de junho de 2011

A história secreta da proibição da Maconha nos USA, e depois no mundo.




Do diretor canadense Ron Mann, inédito no Brasil, eleito como o melhor documentário de 2000 pela Academia Canadense de cinema e tv.el


O documentário "Grass", fala sobre a guerra nos EUA contra a maconha, mostrando desde a chegada da droga (década de 20) até o ano de 1998 as medidas tomadas pelo governo contra o seu consumo, mesmo sem possuir provas de que o seu uso era nocivo a sociedade e para a própria pessoa.
Narrado pelo ator Woody Harrelson, que mostra através de vídeos e fatos históricos os reais motivos que levaram à proibição da planta Cannabis sativa (maconha).

O filme mostra a manipulação da opinião pública americana pelo secretário Harry Anslinger com mentiras e fatos que nunca ocorreram supostamente ligados à planta, o terrorismo psicológico, a ausência de estudos científicos que comprovassem os supostos malefícios da erva e alguns dos vários estudos que contestam tais malefícios, todos ignorados por Anslinger.
Talvez temendo processos na justiça o filme apenas não cita os interesses comerciais de empresas do setor têxtil que tinham como principal concorrente a fibra de cânhamo (Cannabis sativa).



Discussão na MTV sobre legalização da Maconha - 2007



Essa discussão no programa do Lobão na MTV sobre a legalização da Maconha aconteceu em dezembro de 2007. De la para cá pouco foi discutido e também nada mudou.
É necessário muita discussão para chegarmos a uma decisão coerente e consciente!
Este programa foi dividido em 5 partes. Se vc quiser continuar a assistir busque no YouTube.
Qual a sua opinião? VOTE NA ENQUETE DO BLOG!

Um pé de que? Maconha (vídeo parte 1)


Neste programa "Um pé de quê?", exibido no Canal Futura em 19/11/2008, Regina Casé conta a história da criminalização da maconha no Brasil.
Este episódio especial do programa fala sobre as duas espécies de Cannabis: a Cannabis sativa, mais comumente cultivada e usada como droga recreacional em todo o mundo, inclusive no Brasil, e a Cannabis indica, que tem uma concentração de THC mais elevada e, além de uso recreacional, já foi muito utilizada com fins medicinais e industriais na Ásia e na Europa, em séculos passados.
A série "Um pé de quê?" dedica cada episódio a uma espécie diferente de árvore, contando a história da planta, suas características botânicas e sua importância para a cultura de determinada região. Neste episódio sobre a Cannabis, Regina Casé revela que o cordame das primeiras caravelas que chegaram à América era feito de cânhamo, fibra derivada da Cannabis indica. A apresentadora cita ainda que o cânhamo também serviu para fazer o papel onde foi escrita a Constituição dos Estados Unidos da América. Regina mostra também um casaco feito da fibra, que é mais resistente que algodão, entre outros exemplos da vasta utilização que a Cannabis já teve no mundo antes de ser banida de vez da legalidade, no começo do século XX, por questões que envolveram aspectos morais, étnicos e uma grande dose de interesse comercial de grandes corporações européias e estadunidenses.

O programa também entrevista alguns especialistas sobre as diversas polêmicas que envolvem a planta. Entre os entrevistados estão o sociólogo Julio Adiala, que explicará como a maconha foi criminalizada no Brasil, e o médico José Alexandre Crippa, que fala dos efeitos prejudiciais da droga no organismo.

Um pé de que? Maconha (vídeo parte 2)


Neste programa "Um pé de quê?", exibido no Canal Futura em 19/11/2008, Regina Casé conta a história da criminalização da maconha no Brasil.




Este episódio especial do programa fala sobre as duas espécies de Cannabis: a Cannabis sativa, mais comumente cultivada e usada como droga recreacional em todo o mundo, inclusive no Brasil, e a Cannabis indica, que tem uma concentração de THC mais elevada e, além de uso recreacional, já foi muito utilizada com fins medicinais e industriais na Ásia e na Europa, em séculos passados.

A série "Um pé de quê?" dedica cada episódio a uma espécie diferente de árvore, contando a história da planta, suas características botânicas e sua importância para a cultura de determinada região. Neste episódio sobre a Cannabis, Regina Casé revela que o cordame das primeiras caravelas que chegaram à América era feito de cânhamo, fibra derivada da Cannabis indica. A apresentadora cita ainda que o cânhamo também serviu para fazer o papel onde foi escrita a Constituição dos Estados Unidos da América. Regina mostra também um casaco feito da fibra, que é mais resistente que algodão, entre outros exemplos da vasta utilização que a Cannabis já teve no mundo antes de ser banida de vez da legalidade, no começo do século XX, por questões que envolveram aspectos morais, étnicos e uma grande dose de interesse comercial de grandes corporações européias e estadunidenses.

O programa também entrevista alguns especialistas sobre as diversas polêmicas que envolvem a planta. Entre os entrevistados estão o sociólogo Julio Adiala, que explicará como a maconha foi criminalizada no Brasil, e o médico José Alexandre Crippa, que fala dos efeitos prejudiciais da droga no organismo.

Um pé de que? Maconha (vídeo parte 3)




Neste programa "Um pé de quê?", exibido no Canal Futura em 19/11/2008, Regina Casé conta a história da criminalização da maconha no Brasil.



Este episódio especial do programa fala sobre as duas espécies de Cannabis: a Cannabis sativa, mais comumente cultivada e usada como droga recreacional em todo o mundo, inclusive no Brasil, e a Cannabis indica, que tem uma concentração de THC mais elevada e, além de uso recreacional, já foi muito utilizada com fins medicinais e industriais na Ásia e na Europa, em séculos passados.

A série "Um pé de quê?" dedica cada episódio a uma espécie diferente de árvore, contando a história da planta, suas características botânicas e sua importância para a cultura de determinada região. Neste episódio sobre a Cannabis, Regina Casé revela que o cordame das primeiras caravelas que chegaram à América era feito de cânhamo, fibra derivada da Cannabis indica. A apresentadora cita ainda que o cânhamo também serviu para fazer o papel onde foi escrita a Constituição dos Estados Unidos da América. Regina mostra também um casaco feito da fibra, que é mais resistente que algodão, entre outros exemplos da vasta utilização que a Cannabis já teve no mundo antes de ser banida de vez da legalidade, no começo do século XX, por questões que envolveram aspectos morais, étnicos e uma grande dose de interesse comercial de grandes corporações européias e estadunidenses.

O programa também entrevista alguns especialistas sobre as diversas polêmicas que envolvem a planta. Entre os entrevistados estão o sociólogo Julio Adiala, que explicará como a maconha foi criminalizada no Brasil, e o médico José Alexandre Crippa, que fala dos efeitos prejudiciais da droga no organismo.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Especialistas se dividem sobre internação compulsória de adolescentes dependentes.

Internação compulsória de menores dependentes abre polêmica no Rio

Especialistas se dividem sobre medida anunciada pela Prefeitura; Justiça estadual vai se pronunciar sobre a decisão

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro | 02/06/2011 09:20

Internar compulsoriamente crianças e adolescentes dependentes de drogas foi a última ação da Prefeitura carioca no combate aos danos provocados por substâncias como o crack. A regulamentação, publicada nesta segunda-feira (30), no Diário Oficial do Município, determina que menores apreendidos em "cracolândias" fiquem internados para tratamento médico, mesmo contra sua própria vontade ou a de seus familiares. As crianças só receberão alta depois que estiverem livres do vício.

Especialistas se dividem.

“Isso me parece inconstitucional. É um ato autoritário que viola a autonomia e a liberdade”, avalia Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça e professor de Direito da Universidade de São Paulo (USP). “Não pode haver uma medida geral e genérica para decidir sobre internações compulsórias. Sobretudo a de crianças”, opina o jurista. “A Justiça vai ter que decidir caso a caso. E a criança, ou o menor, em questão precisará ter um defensor público à disposição”, complementa.
Embora polêmica, a medida também recebe apoio. “O tratamento compulsório sempre foi uma questão delicada. Mas como o crack é uma droga de alto risco, acho que pode ser recomendado, sim, desde que haja uma indicação médica”, avalia a psicanalista Ivone Ponczekc, diretora do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Atenção ao uso de Drogas (Nepad), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). “E, claro, essa internação não deve resultar em uma ação policialesca”, ressalta. 

Aberta a discussão, as opiniões divergem. “O menor não tem condições e maturidade para decidir por si só sobre o tratamento. Apoio a decisão de internar compulsoriamente”, defende uma assistente social que há 21 anos trabalha em abrigos públicos na capital fluminense. “A reforma psiquiátrica de 2001 (Lei nº 10.216) é muito clara sobre internação compulsória: só determinada pela Justiça”, rebate uma psicóloga especializada em álcool e drogas que há 20 anos trabalha com menores de rua em situação de risco na cidade de São Paulo.

A profissional pede para não ser identificada por atuar em uma ONG que tem convênio com a Prefeitura paulista, e diz que, por isso, não quer “se meter em polêmica”. Porém, ela afirma que recebeu com cautela a decisão do Rio de Janeiro. “Acho muito delicado pensar em internação compulsória e executá-la sem ferir o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Os direitos devem estar garantidos e a responsabilidade do tratamento deve vir atrelada aos pais ou ao responsável por essa criança”, defende.

Justiça e MP falam sobre a medida nesta quinta-feira

Para esclarecer a decisão e pôr fim ao debate, a juíza titular da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Capital, Ivone Caetano, concede uma entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (2) no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, acompanhada da promotora Ana Cristina Ruth Macedo, titular da Promotoria de Tutela Coletiva e Políticas Públicas do Ministério Público estadual, além do secretário de Assistência Social da Prefeitura, Rodrigo Bethlem.
Estudos da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) mostram que desde 2005 o número de menores viciados em crack começou a crescer na capital fluminense, quando saltou de 13% para 69% em 2008 – dados do último levantamento. As crianças trocaram a cola de sapateiro e o tíner pela mistura da pasta de cocaína com bicarbonato de sódio.
Pelo novo protocolo de abordagem divulgado pela Prefeitura, os menores que “na avaliação de especialistas, estiveram comprometidos com o uso do crack e outras drogas psicoativas deverão ter os responsáveis identificados, bem como o Conselho Tutelar e as Varas da Infância deverão ser comunicados”.

A resolução também determina que todas as crianças e adolescentes acolhidos à noite, "independente de estarem ou não sob a influência do uso de drogas", não poderão sair do abrigo até o dia seguinte.

O secretário de Assistência Social, Rodrigo Bethlem, já informou que, após o tratamento, as crianças que não tiverem condições de serem reinseridas em suas famílias, serão encaminhadas para a adoção.
“Me parece uma decisão fora do lugar. Como você obriga a pessoa a fazer tratamento para algo que não tem cura?”, questiona um educador que trabalha em abrigos atendendo crianças de rua. “Em princípio, sem conhecer como se dará essa internação compulsória, acho que pode resultar numa violência muito grande. Faz o quê? Interna e medica com Respiridona (antipsicótico atípico usados em transtornos psiquiátricos e no tratamento de dependentes químicos)? E vai acontecer o quê, a criança vai ficar chapada, sem fazer nada? Acho perigoso. A internação só serve quando a pessoa quer, tem força de vontade para isso”, diz o educador.

No Rio, as crianças que forem avaliadas como dependentes serão levadas para a Casa Viva, no bairro de Laranjeiras, zona sul da capital. Inaugurado no último dia 24, o espaço tem capacidade para tratar 25 crianças e adolescentes entre 8 e 14 anos de idade.

Os dados sobre a população de rua estão desatualizados. Um novo trabalho está em fase de execução, informa a Secretaria de Assistência Social. Com base no último levantamento, a Pesquisa Nacional de População em Situação de Rua, divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento Social em 2008, a SMAS estima em 4,8 mil pessoas morando nas ruas da capital. Deste total, de acordo com o levantamento, 76% são homens – dos quais 71% deles têm entre 12 e 17 anos.

118 pontos de crack em toda a cidade do Rio de Janeiro

A SMS acrescenta, com base em um mapeamento concluído em 2009, que existem 118 pontos de crack em toda a cidade. A zona norte lidera este ranking com 64 pontos de concentração de usuários contra 31 na zona oeste, 12 na zona sul e 11 no centro.
Relatório do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP) mostra que em 2010 a apreensão de crack no Estado chegou a 199,2 kg, mais que o dobro do que foi apreendido em 2009: 79,7 kg.
Os estudos da secretaria indicam que 58% dos moradores de rua saíram de casa em consequência de vícios como alcoolismo e consumo de drogas. O conflito familiar é a segunda causa (26%), seguida do desemprego (10%), violência na comunidade (4), e trabalho infantil (2%).

Atualmente, a Prefeitura conta com 53 abrigos, sendo 25 deles públicos e outros 28 conveniados pela rede SUAS. Em apenas 4 unidades que atuam como centrais de recepção da população de rua, segundo a SMAS, o atendimento mensal é de 2,5 mil – 74% dos usuários retornam para as ruas e têm atendimentos reincidentes. Os índices também revelam que 49% recusam atendimento.

Opinião: Falta estrutura para descriminalizar as drogas!

Falta estrutura para descriminalizar as drogas


Governo brasileiro é incapaz de mudar lei que trata usuários de entorpecentes como criminosos, política que será defendida hoje por um grupo de especialistas em Nova York. Precariedade do sistema de saúde está entre os entraves
Correio Braziliense – Caderno Brasil - Renata Mariz 
Da Holanda, onde em 1976 os coffeshops já vendiam maconha, ao México, que há menos de dois anos permitiu a posse de pequenas quantidades de drogas, são muitos os exemplos internacionais a serem estudados pelo Brasil no debate sobre o combate aos entorpecentes. Seja qual for o caminho seguido, entretanto, o país não tem estrutura para descriminalizar, a curto prazo, o uso de substâncias ilícitas, diretriz mundial que será defendida, hoje, em Nova York, pela Comissão Global de Políticas sobre Drogas, da qual faz parte o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A precariedade do sistema de saúde, colocado em primeiro plano por todas as políticas que deixaram de considerar o consumidor de drogas um criminoso, é o principal entrave no contexto brasileiro, apontado por especialistas como atrasado inclusive dentro da América Latina.
“Não se muda política relacionada a drogas como se muda a taxa de juros. É preciso que o Brasil forme uma comissão para debater, de maneira séria, as alterações. E comece fazendo experiências pontuais”, afirma Walter Maierovitch, jurista e titular da Secretaria Nacional Antidrogas entre 1998 e 1999. Ele ressalta que, caso o Brasil decida pela descriminalização do uso de drogas, será preciso formular uma política de tratamento a dependentes para que a saúde pública seja o mote das novas ações. “Hoje, os locais de atendimento nem estão presentes e, onde há, são precários", diz Maierovitch.
Os números do Ministério da Saúde, atualizados em janeiro passado, corroboram a avaliação do especialista. Há apenas 258 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) especializados para dependentes químicos. Em nove estados, a cobertura nacional é classificada pela própria entre regular e baixa: de 0,20 a 0,49 Caps por 100 mil habitantes. O constitucionalista Luiz Flávio Gomes também destaca a urgência de garantir políticas de tratamento aos dependentes no lugar de criminalizá-los. “Os juízes nem aplicam mais as penas previstas na lei, que vão de advertência a frequência em tratamento. Advertem e mandam a pessoa embora. Então, na prática, acabou o artigo 28”, afirma o jurista, referindo-se à parte da legislação brasileira de drogas que elenca punição aos usuários.

Sanções
Melhor do que as medidas que não funcionam na prática, segundo Gomes, seria copiar o que fazem países europeus e até latino-americanos. “Eles preveem sanções administrativas, que podem ser multa, perda de algum direito, como dirigir, por exemplo. Mas não um processo penal”, diz o jurista. Maierovitch também considera a lei brasileira equivocada. “O governo Lula, ao mudar a lei para evitar que o usuário de drogas vá para a cadeia, pregou falaciosamente que estava descriminalizando o consumo. É mentira. A legislação continua colocando o carimbo de criminoso no usuário, que responde a uma ação penal”, destaca o ex-secretário nacional antidrogas.
Ele sugere que, nas experimentações rumo à verdadeira descriminalização, o país faça experiências na área de redução de danos. “As nações europeias já usam o pill testing, que é levar agentes de saúde às aglomerações de jovens, longe da polícia, para testar a pureza das drogas sintéticas, informar sobre eventuais aditivos, fazer conscientização. Nossas ações para reduzir danos restringem-se ainda à distribuição de seringas”, lamenta.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Chá do Daime : Novos estudos mostram como atua no cérebro

Chá do Daime faz imagem mental tão vívida que se iguala à real
Não é de admirar que os usuários da ayahuasca, chá empregado por grupos religiosos como o Santo Daime, afirmem ter visões. Um novo estudo indica que, no cérebro, a bebida provoca efeitos tão vívidos quanto os de uma imagem externa real. 

A pesquisa, já aceita para publicação na revista científica "Human Brain Mapping", foi coordenada por Draulio Barros de Araujo e Sidarta Ribeiro, do recém-criado Instituto do Cérebro da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).

"Ao aumentar a intensidade de imagens recordadas, fazendo com que atinjam um nível idêntico ao de uma imagem natural, é como se a ayahuasca emprestasse um status de realidade a experiências internas", escrevem. 

O fenômeno é resultado do peculiar coquetel bioquímico presente no chá. Para começar, ele é derivado da mistura de duas plantas bem diferentes, o arbusto Psychotria viridis e o cipó Banisteriopis caapi. É a combinação de substâncias nas plantas que leva ao efeito sobre a mente e cria as chamadas "mirações" (visões rituais). 

No cérebro, a mistura atua sobre um subgrupo de neurotransmissores, os mensageiros químicos do órgão. A ação desses neurotransmissores fica mais forte e, ao mesmo tempo, menos deles são retirados de circulação depois de certo tempo, o que potencializa ainda mais os seus efeitos sobre o cérebro. 


  
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EXAMINADOS 
Os pesquisadores da UFRN observaram o resultado disso tudo analisando a atividade cerebral de dez pessoas que usam a ayahuasca com frequência (metade homens e metade mulheres, com idades entre 24 anos e 48 anos).

No aperto do aparelho de ressonância magnética, onde a análise aconteceu, os voluntários tinham, primeiro, de observar imagens normais, de pessoas, animais ou árvores, sem estar sobre o efeito da droga.

Depois, cada um tomou entre 120 ml e 200 ml (um pouco menos que uma latinha de refrigerante) da bebida. Os cientistas esperaram 40 minutos (tempo considerado apropriado para o que o chá faça efeito) e pediram que as pessoas fechassem os olhos e tentassem gerar mentalmente a mesma imagem que tinham visto antes.

Em parte, o resultado foi o equivalente ao que diz o título do artigo científico da equipe: "Seeing with the eyes shut" (ou seja, vendo com os olhos fechados).

A intensidade desse processo do cérebro, bem como certas áreas ativadas nele, foram equivalentes ao que acontece numa experiência visual de verdade ""um "olho da mente" extremamente ativo, por assim dizer.

Há, no entanto, diferenças. Talvez a mais importante dela tenha a ver com a mudança da rede de interações entre as várias partes do cérebro quando a droga é consumida, o que explica sua ação alteradora da consciência.

No Brasil, o uso da droga é legalizado em contextos religiosos, como os do Santo Daime e da União do Vegetal. Há efeitos colaterais potentes ligados ao uso, como fortes vômitos e diarréia. Também há aumento da pressão arterial.


Fonte: Folha de São Paulo